terça-feira, dezembro 02, 2008

Porque ir à Igreja?

Um dos frequentadores assíduos da Igreja escreveu para o editor dum jornal e reclamou que não faz sentido ir à Igreja todos os domingos.
"Eu fui à Igreja durante 30 anos", escreveu, " e durante esse tempo eu ouvi uns 1.500 sermões, mas já não consigo lembrar nenhum deles... por isso, penso que estou a perder o meu tempo e os padres desperdiçar o tempo deles ao pregarem!"
Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna "Cartas ao Editor", para grande satisfação do Editor do jornal. Isto aconteceu durante muitas semanas. O Jornal recebeu e publicou imensas cartas sobre o assunto, até que alguém escreveu o seguinte:
"Eu estou casado há 30 anos. Durante este tempo a minha esposa deve ter cozinhado umas 20.000 refeições. Mas eu não me consigo lembrar do cardápio de nenhuma destas 20.000 refeições. Mas uma coisa eu sei ... Todas elas me saciaram e deram-me a força que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se a minha esposa não me tivesse preparado estas refeições, eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar a minha fome espiritual, eu hoje estaria morto espiritualmente."
Quando estamos reduzidos a NADA... DEUS está POR CIMA DE TUDO!

8 comentários:

  1. Uma coisa é entrar numa igreja, a qualquer hora, para orar. Outra bem diferente é entrar na igreja para assistir à Missa.
    Durante os meus verdes anos era-me indiferente a pessoa do celebrante. Desde que a Missa passou a ser celebrada segundo a nova liturgia, com o sacerdote voltado para a assembleia de crentes, deixou de ter para mim o mesmo significado. A figura do celebrante assumiu um papel fundamental e desvirtuou aquilo que se vai fazer à Missa. Quer queiramos ou não a Missa passou a passar pela cara do celebrante e dos seus gestos. Passou a funcionar o factor psicológico da empatia ou antipatia que se tem, queiramos ou não com aquele homem concreto.
    Este assumiu um papel desvirtuante da essencialidade da Missa. Porquê? Porque faz concentrar na sua pessoa a atenção das pessoas orantes. Porque de instrumento passou a objetivo. Porque, com as suas fraquezas arrefece ou desvia as pessoas do essencial. Há gente muito chata! Há padres muito chatos!
    Uma vez tive de sair da Missa porque o celebrante, às duas por três, interrompeu a homilia e desceu corredor abaixo para dar um raspanete a um ancião que rezava o terço durante a homilia.
    Soube o que lá foi fazer porque lhe escrevi uma carta assinada que mereceu resposta, dando-me conta de que ele "não conseguia falar das coisas de Deus vendo/ouvindo o "bichanar" daquela pessoa...
    E era um senhor cónego!...

    Quando as celebrações eram com o sacerdote voltado para o altar, gerava-se mais forte ambiente de oração...
    Desculpem os que discordarem.

    ResponderEliminar
  2. Muito bem! A comparação é perfeita!
    Realmente nem sempre o sermão nos alegra a alma, mas também nem sempre o almoço nos é o nosso prato preferido!

    ResponderEliminar
  3. Olá,

    O senhor da resposta, é um machista de primeira apanha, quer dizer, se mulher dele não tivesse cozinhado, sim, que pelos vistos ele não consegue cozinhar para ele próprio, ele teria morrido de fome.

    Mais ainda, ele põe no mesmo pé, a mulher dele e os padres dos sermões, que afinal só servem para o servirem, quais empregados do senhor doutor.

    Ainda batem palmas pela sabedoria.

    Vou ali e já venho,
    Luís Carlos

    ResponderEliminar
  4. Com as devidas licenças, publicarei o vosso artigo no meu blogue dom a referência do vosso site.
    Em relação ao Senhor Anónimo, que é uma pessoa que comenta muitos blogues, pouco há a dizer senão que o artigo fala de um momento explicito da Eucaristia que se chama Homilia. Homilia essa que só mudificou em termos de conteudos. No que diz respeito à liturgia continua igual. Já o padre, na missa dos nossos avós, se voltava para o povo para fazer a homilia. E acho muito bem, não ia pregar de costas: ele não prega a Jesus, prega ao povo. Pedir que o padre celebre de costas para o povo é não acreditar que ele está in persona Christi, melhor dito, na pessoa de cristo. Esta seria a postura de Jesus ao celebrar: voltado para o povo. Para maior glória de Deus.

    ResponderEliminar
  5. Nunca apreciei homens que nem uma refeição conseguem preparar, será que esse senhor sabe que pode cozinhar ele mesmo e não ficar "dependente" de terceiros?
    Também quando mudamos de cozinheira chegamos mesmo a apreciar outra culinária seja esta de esposa amiga ou amante.
    Será que pelo facto existem tantas religiões?

    Ana

    ResponderEliminar
  6. Amei a comparação... Por um lado evidencia a nossa necessidade infinita de saciar a alma, e por outro resolve completamente o problema do primeiro senhor... É a mais pura verdade, eu precisao da Eucaristia para viver, e tal como eu, toda a gente... Só é pena que ainda não se tenham apercebido disso...
    Mas mantenho a esperança...

    ResponderEliminar
  7. Clap clap clap...adorei a comparação, muito machista, diga-se de passagem! Ele, em vez de perder tempo indo para a igreja, aprendia a cozinhar...não só não morreria de fome, como ajudaria a sua esposa.

    Um bem-haja..

    ResponderEliminar