segunda-feira, julho 18, 2005

Harry Potter na opinião de Bento XVI…

Às 00h00 do dia 16 de Julho saiu nas livrarias de todo o mundo o 6º volume da série de Harry Potter: o primeiro dia contou já com milhões de vendas (5 milhões só nos E.U.A!!). A “pottermania” tem inúmeros fãs em todo o mundo, na sua maioria jovens e crianças.Há cerca de um ano, correu pelo mundo o boato que o Vaticano teria aprovado os livros do pequeno mago. Mas agora saem a público duas cartas ainda não conhecidas do então Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, e vê-se muito bem que não há qualquer aprovação dos livros de Harry Potter, antes pelo contrário…
O Papa opõe-se aos livros de Harry Potter.
A LifeSiteNews.com obteve e pôs à disposição na Internet cópias das duas cartas enviadas pelo Cardeal Ratzinger – eleito recentemente Papa – a uma escritora alemã crítica dos livros de Harry Potter. Em Março de 2003, um mês depois dos meios de comunicação social fazerem correr pelo mundo de língua inglesa a notícia errónea de que o Papa João Paulo II teria aprovado os livros de Harry Potter, o homem que viria a ser o seu sucessor dirigiu uma carta à alemã Gabriele Kuby, afirmando a sua conformidade com a oposição dela às obras de J. K. Rowling. O 6º livro da série de Harry Potter, – «Harry Potter and the Half-Blood Prince» [Harry Potter e o Príncipe Mestiço] – a notícia de que o então Cardeal Joseph Ratzinger expressou sérias reservas acerca dos referidos livros começa agora a difundir-se no mundo de língua inglesa, mundo que tinha ficado até agora com a impressão de que o Vaticano estava de acordo com estes livros.
Numa carta datada de 7 de Março de 2003, o Cardeal Ratzinger agradeceu a Kuby o seu livro «esclarecedor», intitulado «Harry Potter: gut oder böse» Harry Potter: bom ou mau?»), no qual Kuby afirma que os livros «Potter» corrompem o coração dos jovens, impedindo a adequada formação do sentido ordenado do bem e do mal, prejudicando assim a sua relação com Deus, enquanto esta relação se encontra ainda na sua infância. «É bom que a senhora ilumine as pessoas a respeito de Harry Potter, porque estas são seduções subtis, que actuam sem serem notadas e, deste modo, distorcem profundamente o Cristianismo na alma, antes que possa crescer adequadamente» – escreveu o Cardeal Ratzinger.
***
10 Argumentos contra Harry Potter
Por Gabriele Kuby, autora de «Harry Potter: bom ou mau?»,
que trocou correspondência com o Cardeal Ratzinger
  • Harry Potter é um plano global a longo prazo para mudar a cultura. Nas novas gerações as inibições contra a magia e o ocultismo estão a ser destruídas. Assim, força-se a voltar à sociedade que o Cristianismo superou.
  • Hogwarts, a escola de magia e bruxaria, é um mundo fechado de violência e horror, de maldições e de bruxaria, de ideologia racista, de sacrifícios sangrentos, de repugnância e obsessão. Há uma atmosfera de contínua ameaça, à qual o jovem leitor não pode fugir.
  • Enquanto que Harry Potter aparece, no início, a combater contra o mal, de facto, a semelhança entre ele e Voldemort, o seu adversário maligno por excelência, na aventura, torna-se cada vez mais evidente. No 5º volume, Harry fica obcecado com Voldemort, o que leva a sintomas de desintegração da personalidade.
  • O mundo dos homens é desprezado, o mundo dos bruxos e feiticeiros é glorificado.
  • Não há uma dimensão transcendente positiva. O sobrenatural é totalmente demoníaco. Os símbolos sagrados são pervertidos.
  • Harry Potter não é um conto de fadas moderno. Nos contos de fadas, os feiticeiros e as bruxas são claramente figuras más. O herói escapa ao seu poder através da prática da virtude. No mundo de Harry Potter não há personagens que se esforçam consiste-ntemente por praticar o bem. Para alcançar fins aparentemente bons são utilizados maus meios.
  • A capacidade de discernimento entre o bem e o mal por parte dum (jovem!) leitor é blo-queada através da manipulação emocional e da confusão intelectual.
  • Harry Potter é um assalto às novas gerações, seduzindo-as totalmente para um mundo de bruxas e feiticeiros, enchendo a imaginação dos jovens com imagens de um mundo no qual o mal reina e do qual não há saída, sendo pelo contrário, apresentado como altamente desejável.
  • Aqueles que valorizam a pluralidade de opiniões deviam resistir ao poder quase es-magador desta enorme pressão, feita através dum gigantesca coligação e dum ataque multi-média, que apresenta elementos de uma lavagem ao cérebro totalitária.
  • Como por meio dos livros de Potter a fé num Deus de amor é sistematicamente desconsiderada e até destruída em muitos jovens através de falsos “valores” e de escárnio da verdade judaico-cristã, é inadmissível a introdução destes livros nas escolas. Os pais deviam recusar-se a autorizar os seus filhos a tomar parte na doutrinação em Potter, por motivos de fé e de consciência.
  • [tradução realizada por pensaBEM.net] LifeSiteNews.com, 15 de Julho de 2005

24 comentários:

  1. Ora outro texto importantíssimo. Parabéns. Não li os Potters (mas tê-los-ia lido sem dúvida se fosse adolescente), mas creio que sei do que a casa gasta. Guardadas as distâncias (porque não é fácil destruir uma obra daquelas), o mesmo se passa com os filmes do "Senhor dos Anéis", que escondem, alteram ou subvertem muitíssimos pontos que estavam nos livros do Tolkien pela principal razão de que ele era católico, e sabia bem por que o era... Malhas que o Império tece.

    Antes que se lance já o Papa Teólogo para a fogueira onde ardem (bem ou mal) os inquisidores de agora, deixo aqui os argumentos que os meus filhos mais velhos - católicos potteristas, e impiedosos como impiedosa é sempre a juventude - dão em contrário:

    1. Bem ou mal, o HP vendeu duzentos milhões de exemplares. Para muitas crianças foi - a mim custava-me a acreditar se não tivesse visto - o PRIMEIRO livro que leram. E se os livros são ainda como as cerejas, talvez este seja a maçã do conhecimento ao contrário. (este argumento tem o inconveniente de que os católicos deixaram de escrever há cinquenta anos; isso, os meus filhos ainda não descobriram - graças aos alfarrabistas e feiras onde eu vou andando).

    2. É verdade que o HP "baralha". Mas quem não for católico nestes tempos já está tão baralhado que perdido por cem... (este é duro de ouvir, o que não quer dizer que seja falso).

    3. Enquanto o HP puser a coragem à frente da felicidade, podemos esperar que o resto venha por acréscimo.

    Espero que isto possa ter sido útil. Um abraço :)

    ResponderEliminar
  2. Sou um precipitado, e acabo por demorar mais quando tenho mais pressa (horas de ir jantar...). Agora reli o último ponto - o conclusivo - da argumentação que nos trouxeste. Espero que não se deva ao Cardeal - diria que tem todo o ar da argumentação imperial-ianque-evangelista. Impedir de ler?! A editora adoraria. Proibir o Mal?! É uma das tentações do demónio. Dá trabalho mostrar a diferença verdadeira, sim. Mas é isso, ou nada.

    ResponderEliminar
  3. Gold
    nunca ouviste dizer:"Nem tudo o que luz é oiro?"

    Também não concordo com a forma com que este grupo de católicos, expõe a questão. Já fui ao site deles a propósito de outra situação que anda aí muito mediatizada, e não me revejo nas suas posições.
    Pões o ponto na ferida, quando dizes que a Igreja, não produz alternativa. Também penso assim. Depois dos tempos em que quase tudo o que era arte era patrocinado pela Igreja, teve o seu contexto próprio, hoje é natural que já não aconteça assim, nestes tempos existe um vazio. A fé deixou de ser "musa" de inspiração para as diversas formas de arte. É pena, algo de errado se passa. Tem algumas inspirações na poesia, na escrita, mas de uma forma muito erudita que não chega "às massas".
    Tivemos por exemplo o filme do Mel Gibson (que eu não vi). A propósito já viram o anúncio ao novo filme dele? È mais ou menos assim :"O Mel Gibson perder a fé? Só se for em filme!" A uma falácia destas -obrigadinho, pela mensagem transmitida.
    Quanto à nossa questão anterior não vale a pena alongar-me mais porque explicaste muito bem.
    No caso das minhas filhas, nunca precisei de andar a recomendar-lhes os livros que liam, os filmes que viam, os amigos com que andavam. Os fundamentos da fé que lhes transmiti, os valores que viviamos em família, creio que bastaram para as orientar nas suas escolhas. Isto pode parecer uma terrível presunção minha, mas nunca tive receios de que os ambientes externos(escola, amigos, etc.)interferissem naquilo que nós em família achavamos que era o melhor. Em casa dialogávamos, e dialogamos, todos esses ambientes...no nosso caso isso foi suficiente.
    M. Conceicao

    ResponderEliminar
  4. Acho que se anda a dar demasiada importância à fantasia e à ficção. O sonho de criar crianças perfeitas porque nunca expostas ao mal não me parece nada cristão, parece-me irrealista e de grande risco para as crianças. Se uma criança crescesse sem ser exposta a todos os vírus e bactérias, quando apanhasse o primeiro poderia morrer. Também os valores, se não são construídos com exposição ao mal, correm o risco de desabar ao primeiro confronto com ideias diferentes. Quem assim tenta proteger as crianças e os jovens pode estar a fazer-lhes muito muito mais mal do que aquele que pensa que evita.

    ResponderEliminar
  5. CA, há aqui duas coisas a distinguir, parece-me: uma, é a "exposição" das crianças ao mal; outra (que é pressuposto da possibilidade da primeira) é a "exposição" das crianças à DIFERENÇA entre o bem e o mal.

    A literatura de "aventuras e fantasia" (e, antes dela, os contos tradicionais) eram claríssimos nisso: a fada madrinha e a bruxa má, ou o robin dos bosques e o xerife não se distinguiam por serem
    "diferentes": distinguiam-se porque serviam causas diversas. E era aprendendo a aderir às suas causas que nas crianças se desenvolvia um critério objectivo de distinção.

    Numa das cenas dos filmes do Senhor dos Anéis (cena que, em termos visuais, é muito fiel ao livro original), o herói, Aragorn, diz "eu estou ao lado dos bons". No livro (escrito há 50 anos), o que ele dizia nesse momento era "eu estou ao serviço do bem".

    É toda uma civilização que se constroi a partir desta mudança simples de uma frase (não estou a dizer qual das duas civilizações seja a "boa"; digo é que são profunda, irremediavelmente diferentes...)

    Conceição, não me parece nada "natural" que a igreja se tenha afastado da arte. Não precisamos de ficar presos aos anjinhos barrocos que enxameavam as igrejas há duzentos anos; mas era fundamental voltar... aos fundamentos. O que é o Homem para quem acredita que até Deus se fez um deles?

    Tudo o resto é... paisagem. Que também é, note-se, uma forma de arte...

    Abraço.

    ResponderEliminar
  6. Francamente acho que uma comunidade cristã necessariamente muda a cultura e cristianiza-a. Contudo não acredito numa espécie de "engenharia cultural" que, por exemplo, gera uma ficção de bons e maus com o objectivo (nobre) de que as crianças aprendam a escolher o bem. Na vida real as pessoas não funcionam assim na maior parte do tempo. Os problemas éticos da humanidade não têm a ver com escolher entre o bem e o mal (quase todos escolhem o bem) mas sim em ser capaz de avaliar o bem em função também dos outros. Ora estas questões não se resolvem por via da ficção que se lê.

    ResponderEliminar
  7. Bem... na "engenharia cultural" também não acredito. Não sei se és do tempo do saudoso Vasco Granja na televisão, com os seus desenhos animados búlgaros e polacos... ? :)

    Mas as histórias do "modelo tradicional" não são produto de engenharia. Desde as histórias do Graal na Idade Média aos grandes romances de "aventuras" contam-se e recontam-se os mitos da Criação do Mundo, da Peregrinação na Terra, da Busca do Pai, do Casamento Místico, da Revelação de Si Mesmo.

    "E eu vou... e a luz do gládio erguido dá na minha face calma; cheio de Deus, não temo o que virá; pois venha o que vier, nunca será maior que a minha alma"... o Pessoa resumiu isto desta maneira linda. Isto é tão velho como os ossos de Adão.

    ResponderEliminar
  8. Gold
    (Aviso já que não domino este assunto, fazia-me falta, aqui, a minha filha Maria)
    Eu estava a referir-me, à idade média, em que tudo o que se produzia em arte, porque patrocinado, era quase sempre ligado à religião. O que eu acho natural, é que a religião não seja a única inspiração para a arte.

    ResponderEliminar
  9. "Mas as histórias do "modelo tradicional" não são produto de engenharia."

    Claro que não. O que é engenharia é analisar o Harry Potter e ver conspirações contra a juventude e andarem os cardeais a discutir o que é que os jovens devem ou não ler. Aliás, não compreendo bem os critérios usados para criticar Harry Potter pois se se definir um critério geral haverá muita literatura a cair na mesma categoria. Não tivemos já Inquisição e censura suficientes? Voltamos às listas de livros proibidos? Excomungamos os que os lerem?

    Os argumentos de Gabriele Kuby parecem-me paranóicos e, na minha opinião, a conformidade do cardeal Ratzinger não abona a favor dele.

    ResponderEliminar
  10. Realmente a Igreja foi impulsionadora da arte sacra, durante muitos séculos porque só a Igreja e os nobres tinham possibilidades de pagar aos pobres mestres que se não fossem assalariados desses Senhores, morreriam de fome, como ainda hoje "morrem" os artistas que só vivem da sua arte, com excepção da alguns eleitos dos Deuses que subiram ao Olimpo. Eu acho que a arte, de um modo geral, consegue ser a marca de uma época - pintura, música, escrita e arquitectura, são os pilares da memória colectiva. Não me parece que a Igreja invista agora na arte como possivelmente devia, mas é pena porque há muitos e bons artistas que deveriam ser acarinhados e pôr o seu trabalho ao serviço da meditação e da interiorização nos locais onde se procura um momento de silêncio e de beleza,e onde a busco do divino, se faz sentir mais fortemente.
    Quanto ao Harry Potter e questões afins, ele, os filmes e livros do género fazem parte da nova geração de ficção infantil, a qual sempre achei um bocado perversa. Os próprios tios patinhas e o Walt Disney mostravam-nos coisas horrorosas que nunca ninguém se lembrou de analisar, como agora se faz.
    Se a sociedade humana estivesse saudável talvez muitas destas coisas não tivessem o êxito que têm, mas os dados estão lançados e esta é a sociedade que temos e com a qual temos que conviver. Acho que se soubermos ensinar os nossos filhos, talvez o impacto não seja tão grande, mas por outro lado quem é que acha que não se ganham mais resistências vendo, ouvindo e lendo tais coisas? Só assim como dizia a Sophia, não podemos ignorar.

    ResponderEliminar
  11. Padres Inquietos: linkei-os no meu
    http://www.momentosdeluar.blogspot.com

    E força que os posts estão a ser muito interessantes.

    ResponderEliminar
  12. Afinal não têm email visivel. Eu já tinha respondido no meu blog que vos ensino como se colocam os links mas tenho k ter o email para poder explicar. Podem deixar-me lá ou aqui o mail que depois eu escrevo.

    ResponderEliminar
  13. Caro CA: Na maior parte das vezes, as mulheres não são a Vitória de Samotrácia nem a Nossa Senhora da Pietà de Miguel Ângelo. Os homens, a maior parte das vezes, não são o David (também do Miguel Ângelo), e os amantes não são os amantes puros do Beijo de Rodin. Por isso mesmo é que a arte é importante: não para reflectir o que somos, mas para nos mostrar o que podemos ser.

    ResponderEliminar
  14. Quanto à "paranóia", francamente também acho que o medo de aconselhar é uma forma dela(benigna, claro).

    ResponderEliminar
  15. Já agora, e por falar do Papa Bento: no seu livro (enquanto Cardeal) sobre o significado da liturgia há coisas muito interessantes sobre a arte da construção das igrejas modernas.

    ResponderEliminar
  16. «É bom que a senhora ilumine as pessoas a respeito de Harry Potter, porque estas são seduções subtis, que actuam sem serem notadas e, deste modo, distorcem profundamente o Cristianismo na alma, antes que possa crescer adequadamente»

    Em que se baseia o cardeal Ratzinger para ter tanta certeza sobre o impacto dos livros de HP na alma das crianças?

    "plano global a longo prazo para mudar a cultura"

    Plano de quem? Se o plano é global e a longo prazo, que meios tem essa pessoa para pôr em prática o seu plano?

    "A capacidade de discernimento entre o bem e o mal por parte dum (jovem!) leitor é blo-queada através da manipulação emocional e da confusão intelectual."

    Se um adulto ler também os livros e conversar com a criança sobre estes aspectos o bloqueio mantém-se?

    "Os pais deviam recusar-se a autorizar os seus filhos a tomar parte na doutrinação em Potter, por motivos de fé e de consciência."

    Se os pais não conseguem dar aos filhos uns valores e uma fé capazes de resistir a livros de fantasia, como irão os filhos resistir às verdadeiras seduções do mundo real, muito mais subtis do que qualquer livro? Se os pais não são capazes de estar ao lado dos filhos a ler um livro, apenas porque este lhes fala de um mundo mau, como irão eles mais tarde acreditar num Deus bom e amoroso sempre ao seu lado, quando se enfrentarem com as dificuldades e o sofrimento da vida real?

    ResponderEliminar
  17. Por principio acho a curiosidade pela magia, nas crianças, igual à curiosidade pelo tabaco. É de evitar. A Branca de Neve tinha a sua Bruxa Má, mas o Disney não nos dava as suas receitas de magia.

    Depois, nao tenho a certeza de que a magia não seja "real". Se fosse de certeza "fantasia", por mim os miudos podiam fazer missas negras e tudo. (e nao te esqueças que muitos as fazem).

    ResponderEliminar
  18. "Depois, nao tenho a certeza de que a magia não seja "real". "

    Este argumento é, do meu ponto de vista, completamente diferente dos do cardeal Ratzinger.

    Pessoalmente acho que a única "realidade" da magia terá a ver com a intencionalidade de quem a pratica. Se tenho intenção de fazer algo mau, ainda que por meios "mágicos", acabarei a fazer algo mau por meios naturais. Mas esta intencionalidade numa criança (salvo o que é próprio da idade) denota, parece-me, uma deformação moral que terá outra origem que não a leitura de um livro do HP, sobretudo se essa leitura for acompanhada pelos pais.

    Finalmente há brincadeiras numa criança que, pelas conotações no mundo dos adultos, não são adequadas. Quanto a isto parece-me que há apenas que explicar à criança que isso pode levar outras pessoas a pensar que a criança é má ou que a brincadeira incomoda os pais.

    ResponderEliminar
  19. Luz Dourada30 julho, 2005

    Se tirarmos às crianças o sonho e a magia, o que lhes restará de recordações da infância? Deixem-nas sonhar... mas vale a pensa ir explicando o que são sonhos... Bjitos,

    ResponderEliminar
  20. Acho piada aos livros e aos filmes do Harry Potter.. mas o que faz mais confusão nisto tudo é a idolatração pela personagem...

    ResponderEliminar
  21. Harry Potter bem representa o vazio espiritual em que o mundo se encontra. No vácuo de uma fé viva apela-se para a necessidade de vivas fantasias. Houve um tempo, nos anos de 1980 em que o mundo para se emocionar precisava de imagem e do apelo de um Extraterrestre. E o ET veio à existência pelo talento de George Lucas e Spielberg. Agora, o temor a Deus (que nada mais é que o medo de perder o amor de Deus) tem nos levado à Terra Média do Tolkien e a saga do Potter em Hogwarts.

    ResponderEliminar
  22. Best regards from NY! »

    ResponderEliminar
  23. Há tanto mal no mundo, que a igreja se deveria prender com questoes realmente importantes. sou jovem já li Harry Potter, mas continuo a ser jovem e já li Rosseau e Saramago. o gosto pela leitura deve ser fomentado, caso contrário cairemos naquilo que a igreja sempre quis que fossemos: um povo inculto, apegado a ideia de um deus que nos salvará, com base na nossa ignorancia e desespero de causa.

    ResponderEliminar
  24. eu axo q harry potter nao ira acabar com a igreja catolica, leio harry potter desde pequena e nao axo q seja isso q vai mudar minha capaicdade de raciocinio sobre a Igreja ou qqr coisa do genero.Se os jovens gostam de harry potter deixe eles lerem a poucas coisas q eles gostam e se a igreja nao deixarem ler garanto q eles vao abandonar a igreja e fugir pra ler harry potter em qqr lugar

    ResponderEliminar