Quase todos os dias, os jornais nos recordam que esta Capela ou Igreja foi assaltada... A novidade não está tanto no roubo em si. Infelizmente são factos que se vão tornando cada vez mais recorrentes.
O que chama a atenção é a relação directa, diria mesmo afectiva, que se tem com os santos, como se de um familiar se tratasse: "... e a festa sem santos, como é?".
O que chama a atenção é a relação directa, diria mesmo afectiva, que se tem com os santos, como se de um familiar se tratasse: "... e a festa sem santos, como é?".
Só espero que a excessivamente preocupação com a protecção e conservação dos santos, não nos distraia do que realmente importa numa Igreja:
- o acolhimento confiado;
- o templo aberto à visita e à oração; o
- direito não apenas humano, mas cristão, de ir e vir...
Caso contrário, vem a questão: para que serve uma Igreja cheia de santos e objectos de valor, mas que, por isso, deve estar fechada, vigiada, com circuitos internos de televisão, videovigilância, alarmes de intrusão, tipo Big Brother, para que nada roubem; ou um templo simples, sem sinais de riqueza ou de valor expostos, mas aberta à visitação, à oração, ao encontro, à escuta, à partilha?
Fonte: Na sacristia

