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terça-feira, junho 06, 2006

Igreja Católica é a organização não-governamental mais comprometida na luta contra aids

Um em cada quatro portadores de AIDS é atendido no mundo por um centro católico, segundo pôde comprovar-se na Reunião de Alto Nível sobre esta pandemia celebrada pela Assembléia Geral das Nações Unidas de 31 de maio a 2 de junho.
No encontro tomou a palavra, em representação da Santa Sé, o cardeal Javier Lozano Barragán, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde, que ilustrou também a obra de prevenção que a Igreja promove, baseada «na informação e na educação de condutas dirigidas a evitar a pandemia».
O purpurado mexicano começou sua intervenção para transmitir a saudação à assembléia de Bento XVI «a todos os que estão empenhados na luta contra a AIDS».
«O Papa abriga uma preocupação pelo avanço da pandemia e garante a continuidade e o aumento do trabalho que a Igreja Católica leva a cabo para frear esta desgraça», assegurou o cardeal. Ao explicar com números a acção da Igreja neste campo, revelou que «26.7% dos centros no mundo para tratar enfermos de AIDS estão dentro da Igreja Católica». Esse trabalho implica, declarou, «a capacitação de profissionais da saúde, prevenção, cuidado, assistência e acompanhamento tanto dos doentes como de suas famílias».
Esta presença sobre o terreno acontece graças às diferentes instituições católicas.
Em concreto, explicou que Caritas Internacional está comprometida com isso em 102 países. Desta forma, ilustrou o trabalho que oferecem as congregações religiosas e as associações internacionais como «as Vicentinas, Comunidade de Santo Egídio, Camilianos, Joaninos, Jesuítas, religiosas da Madre Teresa, o Hospital do Menino Jesus da Santa Sé e os Farmacêuticos católicos».
Ao falar da prevenção, explicou que «somos conscientes de que o papel da família no campo da formação e da educação é indispensável e eficaz». «A educação e a informação são dadas também através de documentos, conferências e intercâmbios de experiências e práticas», constatou.
«Para o cuidado e assistência dos doentes, acentuamos a capacitação de médicos e pessoal paramédico, de capelães e voluntários; combatemos o estigma, facilitamos o diagnóstico, o “counselling” e a Reconciliação. Provemos os antibióticos, os medicamentos para evitar a transmissão vertical materno filial e o contágio sanguíneo», informou.
«No ramo da atenção e do acompanhamento ao doente, evitamos os contágios, atendemos órfãos e viúvas, presos, ajudamos na reintegração social desses doentes e colaboramos com os Governos e demais Instituições que se ocupam da pandemia, tanto no âmbito ecumênico como no civil», disse.
Por último, informou que a Santa Sé, por vontade de João Paulo II, lançou uma iniciativa para ajudar economicamente os portadores de AIDS, a Fundação «o Bom Samaritano».
«Até hoje, facilitamos antibióticos a 18 países – explicou o cardeal Lozano: 13 da África, 3 da América e 2 da Ásia. Nesses países, distribuímos o dinheiro recebido de católicos de 19 países, tanto da própria África, como da América, da Ásia e da Europa».
Fonte: Zenit
Porque é que nunca se destaca isto nos noticiários?

segunda-feira, maio 29, 2006

Bispo de Vila Real preocupado com falta de clero na Diocese

A diocese de Vila Real é conduzida há 15 anos por D. Joaquim Gonçalves, um bispo natural de Fafe que se rendeu aos encantos da natureza transmontana e às suas gentes. Em entrevista ao Diário do Minho, o prelado faz a radiografia da diocese e revela o que fez e o que planeia fazer no futuro.

Diário do MinhoComo caracteriza o clero da diocese?
D. Joaquim Gonçalves — O clero mais idoso é um grupo significativo, pois temos ainda 17 párocos com mais de 75 anos. A maior parte dos párocos têm entre 50 e 75 anos. Abaixo dos 50 anos, temos cerca de 40 sacerdotes. Os padres mais velhos são um clero zeloso da prática sacramental, não tendo muita facilidade no trabalho com os jovens nem com a pastoral criada pelo Concílio Vaticano II. O clero mais novo tem consciência da necessidade de intensificar a pastoral juvenil, a pastoral familiar e o acompanhamento dos emigrantes. Mas os padres mais novos, apesar de generosos, são mais frágeis, porque não conseguem vislumbrar resultados rápidos na sua acção e tendem a desanimar.
Nestes 15 anos, como Bispo de Vila Real, ordenei 31 sacerdotes, recebi quatro vindos de fora e quatro abandonaram o sacerdócio. Ordenaram-se três bispos em Vila Real e um no Brasil. Apesar dos problemas da desertificação e da baixa de natalidade, temos 35 alunos no Seminário Menor (do 7.º ao 12.º ano), 17 no Seminário Maior e um em estágio pastoral.

Há muitos padres a abandonar o sacerdócio?
A diocese teve sempre um grande número de jovens padres que abandonaram o sacerdócio. Seremos a diocese com um maior índice de abandono do sacerdócio no país. Percentualmente, Vila Real deve atingir os 25 por cento de padres que abandonaram a sua missão. O povo já não se escandaliza com situações desse género, infelizmente porque já está “vacinado”. Depois das convulsões do 25 de Abril conheceu-se uma certa estabilidade. Nos últimos dois anos, quatro padres abandonaram o sacerdócio. Dois deles tinham sido ordenados em 1998, um em 1999 e outro em 2002. Tratavam-se de jovens que tinham iniciado o seu sacerdócio com muito entusiasmo mas não resistiram ao turbilhão de ideias, sentimentos e desafios, acabando por se afastar. O povo, mercê do hábito, não ficou admirado, mas, para os padres mais jovens, seus colegas, foi um choque.

Os leigos têm-se empenhado nas comunidades?
Hoje, os praticantes não chegam a 50 por cento em cada comunidade. Nas cidades, a prática dominical desceu aos 30 por cento. No entanto, os leigos quando convidados pelo pároco para tarefas nas comunidades são generosos e gostam de colaborar na administração paroquial e na liturgia.

Vai mexer na estrutura da diocese?
A diocese tem 264 paróquias, algumas das quais muito pequenas (uma delas não deve ter mais de 60 pessoas) e em zonas isoladas. Por isso, hoje, algumas delas não têm nenhuma razão de existir, mas também não será necessário extingui-las canonicamente, até porque isso não resolverá nada. Estamos a tentar implantar um sistema que passa pela criação de unidades pastorais. Na prática isso já existe dado que cada padre tem quatro ou cinco paróquias a seu encargo. Este é o rumo que será seguido, porque não há hipótese de ser outro. Por outro lado, apesar do turbilhão de ideias e ideais gerados pela globalização há pilares eclesiais que nunca mudam: a família, o sacerdócio, a missa ao domingo, os sacramentos. Não é uma mensagem de defesa mas de futuro e de estabilidade que os cristãos precisam de ouvir hoje dos seus pastores. Esta é a linha da minha pastoral para o futuro, aliada à necessidade de ajudar as pessoas a rezar. Gostava também de conseguir estabelecer na diocese uma comunidade religiosa contemplativa, que é uma lacuna.
Fonte: Eclesia
  • Como resolver a falta de clero? A solução está nas unidades pastorais, na ordenação de diáconos permanentes, na instituição de leigos como "ministros da assembleia" na ausência de presbiteros?
  • O que leva os padres a abandonar o sacerdócio nos primeiros anos? O seminário não os prepara para o "turbilhão de ideias, sentimentos e desafios"? - pergunta deixada pela CA.

sábado, maio 27, 2006

Jesus Cristo e a Igreja

Nos últimos meses são muitas as perguntas àcerca de Jesus Cristo e da Igreja, motivadas pelo livro "O Código Da Vinci". Esta série de artigos, elaborada por uma equipe de professores de História e de Teologia da Universidade de Navarra, aborda as questões mais frequentes:

Adenda: Clica na pergunta e poderás encontrar a resposta de um especialista.

terça-feira, maio 23, 2006

O Código da Vinci - Boicotar ou elucidar?

Achei interessante esta tomada de posição do Bispo de Macau, que transcrevo:
A igreja católica deve «chamar a atenção» do público que o livro e o filme «O Código Da Vinci» são baseados numa novela e evitar dizer às pessoas para não verem o filme, considerou o bispo de Macau.
«É inútil dizer que não se pode ver o filme. O livro está traduzido em 44 línguas e o filme está em exibição em todo o mundo», afirmou D. José Lai em declarações à imprensa de Macau após uma exibição especial do filme.
O bispo de Macau considera também que o papel da igreja é o de «chamar a atenção dos católicos e do público em geral para o facto de que o filme é baseado numa novela, numa ficção que é uma teoria herética».
Para o líder da igreja católica de Macau, o filme é apenas isso mesmo, «um filme» e «não tem valor histórico, não é a verdade».
As declarações do bispo de Macau ganham importância tanto mais que o filme está a ser exibido no Centro Diocesano de Macau, explorado pela igreja católica local.
Num comunicado emitido pelo centro é sublinhando que a instituição se encontrava no «dilema» de «boicote ou exibição do filme», tendo sido tomada a decisão de passar a película nas salas de cinema porque «o debate com criticas pode fortalecer a (nossa) fé».
«Toda a crise se pode tornar numa boa oportunidade para crescer e amadurecer, para adquirir mais consciência, responsabilidade e maior conhecimento religioso por parte dos cristãos», razão porque é considerada uma «acção negativa o boicote do filme».

As surpressas das sondagens: é mais insidioso "O Código" do que os escandalos?

Las informaciones sobre escándalos de abusos sexuales cometidos por sacerdotes en Estados Unidos no han provocado el abandono de la Iglesia, el descenso en la asistencia a misa ni de los donativos de los fieles a sus parroquias. Esos son, en síntesis, los resultados de un estudio coordinado por Mark M. Gray, de la Universidad de Georgetown, del que se hace eco The New York Times (18 de mayo). "La fe de las personas fue más grande que los acontecimientos", subraya Gray. "Desde luego, hubo mucho descontendo, pero la gente siguió siendo católica".
Así pues, la exhibición casi permanente en primera página -desde el año 2002- de episodios (reales o supuestos) en los que los sacerdotes católicos aparecían como los ogros no ha conseguido arracar la fe ni la confianza de los fieles en la Iglesia. La cifra de adultos americanos que se identifican a sí mismos como católicos permanece firme en el 23 por ciento; los que afirman que van a misa al menos una vez por semana se mantienen estables en el 33 por ciento. También siguen en los mismos niveles las donaciones de los fieles a sus parroquias (aunque han descendido algo las aportaciones a colectas nacionales).
Por contraste, algunas encuestas presentan datos soprendentes sobre cómo la gente se cree la historia de "El Código Da Vinci" (Cristo casado con María Magdalena, que tiene hijos, que esa descendencia llega hasta hoy y que la Iglesia sigue ocultando esta verdad...).
¿Conseguirá el libro y la película lo que no han conseguido los escándalos?
Para Johnson (Daily Telegraph, 18 de mayo), esa credulonería demuestra que estamos ante un nuevo arrianismo. Lo que está en juego aquí es la creencia en la divinidad de Cristo, una tentación siempre presente en la historia y que explica -al margen del ingrediente de aventura- el éxito de la novela.
La impresión es que resulta mucho más insidiosa para la fe esa duda en la divinidad de Cristo que el escándalo provocado por las debilidades y los crímenes humanos. De ahí que "invertir en formación" (que es el núcleo de la "respuesta católica" al desafío de "El Código") se confirme como la actitud más convincente.
Fonte: http://www.laiglesiaenlaprensa.com/

segunda-feira, maio 22, 2006

PORQUE SÓ ESTIVERAM 7.000 PESSOAS na MARÇA CONTRA A FOME?

Quando li-a sobre a Marcha contra a Fome que aconteceu neste domingo, pensei: Caramba! eu também podia estar ali. Mais ainda!... eu queria estar ali. Mas ontem de manhã (a Manif era às 10h) tinha três missas para celebrar. Ainda tentei, dias antes, substituto, mas devido à falta de padres, não o consegui. Brotou espontaneamente em mim um salmo de lamentação. Ainda assim, dei rédeas soltas ao sonho e pensei alto: e se eu tivesse sensibilizado o povo para nos juntarmos àquela Manif. Conseguiria? Iriam acusar-me ao bispo de não querer saber dos meus paroquianos? De por em causa o direito e o dever da missa dominical? Será que iam entender que o que eu queria era ajudá-los a descobrir e celebrar ‘outra’ Eucaristia? Talvez mais transformadora, mais libertadora, e que, simplesmente quis, por um domingo só, sair do templo? E que celebrávamos depois, ao voltar, ou lá mesmo, ao terminar este dever de cidadania universal?E se tivesse ido? E se tivéssemos ido?
Mas, na loucura de um cristão que não desiste de ainda ter utopias, dei-me ao luxo de pensar ainda mais alto: e se os nossos bispos tivessem feito uma convocação geral de todo o povo que vai à missa dominical (já não digo de todos os católicos) mobilizando-os a todos para, suponhamos, três celebrações multitudinárias (entenda-se missa dominical), na região norte, centro e sul do país, ou mesmo em cada diocese, para onde fossem convidados todos os padres e todos as comunidades! Poderia ser nos estádios, ou em amplas praças. E celebraríamos em comunhão universal com esta causa tão nobre e tão urgente. Com uma liturgia, bem preparada, que sublinhasse a Eucaristia como verdadeira comunhão, partilha, fraternidade. E depois? Bom!...
Depois, juntarem-se a todos os que, de ONGs a anónimos se mobilizaram para as manifestações ‘Pobreza Zero’.Os organizadores esperavam pelo menos a adesão de 20 mil pessoas. É ridículo que apenas 7 mil pessoas abracem (físicamente) uma causa que deveria ser de todos nós. Ao mesmo tempo centenas de milhares de cristãos celebravam a habitual Eucaristia dominical. Quem sabe fria, quem sabe rotineira, seca, desencarnada, sem vínculo com a vida…
E nem vou comparar com uma outra mobilização com motivo de uma outra causa, a da bandeira nacional (provavelmente para captar imagens para um anúncio) numa bonita iniciativa que aconteceu no dia anterior (sábado) no Estádio Nacional mas, convenhamos, bem menos nobre que esta outra de que vos falo.
No entanto exaltam-se os ânimos e as (in)consciências quando o tema é o preservativo e, agora, a cadeira nos protocolos. Por um lado morre-se de fome, por outro discute-se acaloradamente o látex e os protocolos. E as verdadeiras causas e urgências humanitárias continuam a aguardar voz e vez em intermináveis filas.Na sociedade e na Igreja, para utopias zero, pobrezas cem.

sábado, maio 13, 2006

A fé das velinhas!

Sexta feira... noite do dia 12 de Maio…Junto da porta principal da Igreja Matriz da cidade um grupo grande de gente, de todas as idades, de vela na mão, aguarda a saída da procissão de velas! Tarda a procissão a sair… alguém espreita dentro da Igreja! Reza-se o terço! As pessoas do lado de fora ficam em estado de choque… então não há procissão de velas este ano?! Os padres tiram-nos a fé… este padre velho… já devia ter ido embora! Alguns vão-se embora… outros ficam mais algum tempo! Se tivessem entrado na Igreja teriam descoberto que o pároco havia sido internado no hospital há alguns dias e aquele terço estava a ser rezado pelas suas melhoras! “Haja paciência para tão pouca inteligência”!
Fonte: www.tocarlos.blogspot.com

sexta-feira, maio 12, 2006

Os padres "contra-atacam"

Padres futebolistas preparam Champions Clerum. E descobriram novos valores para «atacar» o primeiro lugar
Depois do quarto lugar na Champions Clerum, os padres portugueses que representaram Portugal na Croácia continuam a encontrar-se para jogar futebol “e a descobrir novas vedetas para enriquecer a selecção” – disse à Agência ECCLESIA o Pe. José Miguel, capitão da selecção e director do «Diário do Minho». Nesta semana, a diocese de Leiria acolheu estes padres futebolistas oriundas de várias dioceses (Braga, Porto, Leiria, Aveiro, Vila Real e Portalegre).
O objectivo deste encontro era um torneio interdiocesano – não chegou a realizar-se devido à falta de equipas completas – e decidir se “iremos ao próximo campeonato do mundo, a realizar na Bósnia”. Os padres da diocese de Braga ficaram encarregues de tratar das burocracias. Com este treino “descobrimos que podemos melhorar a qualidade da equipa” – realçou o capitão. E adianta: “no próximo ano é para tentar ganhar”. O «quartel general» da selecção será em Famalicão. Para o próximo ano – 7 de Maio de 2007 - ficou também agendado um torneio de carácter diocesano. Os resultados alcançados na Croácia renovaram o «bichinho» da bola a alguns padres e muitos apareceram com o objectivo de serem seleccionados. “Alguns deles têm qualidade para entrarem na selecção” – relatou.
Fonte: Ecclesia

segunda-feira, maio 08, 2006

SURPREENDENTE: Bento XVI condena «carreirismo» na Igreja

Bento XVI defendeu este Domingo que não se pode ser sacerdote visando "fazer carreira” ou “ocupar um alto cargo na Igreja", apelando a uma vida de serviço aos outros, à imagem de Jesus Cristo.
Durante a homilia da celebração eucarística, na Basílica de São Pedro, em que ordenou 15 novos sacerdotes da Diocese de Roma, o Papa criticou "o homem que, pelo sacerdócio, quer ser importante", repudiando que se possa ter como objectivo, na vida sacerdotal, "a exaltação pessoal e não o servir humildemente Jesus Cristo".
No Domingo do Bom Pastor e Dia Mundial de Oração pelas Vocações, Bento XVI disse que o sacerdote deve “existir para os outros, para Cristo, e assim através dele e com Ele existir para os homens". Para o Papa, “o único acesso legítimo ao ministério pastoral é a cruz. Essa é a porta”.
Pouco depois, por ocasião da recitação do Regina Caeli, na Praça de São Pedro, Bento XVI destacou que a missão dos sacerdotes na Igreja é “insubstituível”, não escondendo a sua confiança no futuro, “mesmo se em algumas religiões se verifica falta de padres”.
Não se deve duvidar que Cristo continua a chamar rapazes, jovens e adultos a deixarem tudo para se dedicarem à pregação do Evangelho e ao Mistério Pastoral", disse.
Lembrando a sua mensagem para esta jornada de oração, Bento XVI considerou que "a vocação cristã implica renovar sempre a amizade pessoal com Jesus".
"A Igreja vive desta amizade, alimentada pela Palavra e os Sacramentos, realidades santas confiadas de maneira particular ao ministério dos bispos, dos presbíteros e dos diáconos, consagrados pelo sacramento da Ordem", explicou.
O Papa assinalou também a relevância da educação familiar para o nascimento de vocações sacerdotais e consagradas. "Não nos esqueçamos que o matrimónio cristão é também uma forma de vocação à santidade e que o exemplo dos Pais Santos é a primeira condição que favorece o nascer da vocação sacerdotal e religiosa", frisou..
Fonte: Eclesia
O que achas? Na Igreja em Portugal há ou não carreirismo?
Como se chega a Bispo? E a cargos de responsabilidade?
Porque é que alguns se mantem lá tantos anos?

Portugal lidera “ranking” de divórcios A cada 33 segundos um casamento é desfeito na União Europeia

Portugal é o país com maior número de divórcios da União Europeia, onde a cada 33 segundos um casamento é desfeito, segundo um estudo do Instituto de Política Familiar (IPF).
Contas feitas, são quase um milhão de rupturas matrimoniais por ano. De acordo com o Diário de Notícias, que cita o estudo do IPF, "Portugal surge como o grande campeão, tendo registado, de 1995 a 2004, o maior aumento na taxa de divórcios (89 por cento)". Seguem-se a Itália (62 por cento) e a Espanha (59 por cento).
O estudo IPF vai ser apresentado amanhã no Parlamento Europeu, por ocasião do “Dia da Europa”. O presidente do IPF, Eduardo Hertfelder, classificou a situação de "alarmante" e diz que para se ter a percepção da "importância dos números, é necessário assinalar que, em apenas 15 anos (de 1990 a 2004), registaram-se na Europa dos 15 mais de 10 milhões de divórcios". Em 2004 registaram-se 955.600 divórcios - um aumento de quase 50 por cento em relação a 1980 (637 mil divórcios).
Para Eduardo Hertfelder, "a agravar a situação está o facto de a diferença entre matrimónio e divórcios ter diminuído para metade nos últimos anos, de maneira que, por cada dois casamentos que se realizam na União Europeia, um termina em divórcio".
O Instituto de Política Familiar é um organismo internacional sedeado em Madrid, que tem por missão a defesa e promoção da instituição familiar.
Fonte: Lusa

domingo, abril 30, 2006

Fraternitas quer ser uma consciência crítica da Igreja Existem em Portugal cerca 600 padres dispensados do ministério ordenado

“Queremos ser uma consciência crítica de tudo o que nós fazemos e em Igreja se faz” mas “não uma consciência contestatária” – disse Vasco Fernandes, presidente do movimento Fraternitas.
O XIII encontro deste movimento de padres dispensados do ministério pretende ajudar os participantes (cerca de seis dezenas) a reflectir sobre a “relação entre Fraternitas e Igreja institucional” e “Que movimento queremos ser?” – sublinhou este responsável. E adianta: “sem agressividade queremos assumir um papel crítico sobre aquilo que nós e os nossos irmãos fazemos”.
Fundado há 10 anos pelo Con. Filipe Figueiredo, o presidente do Fraternitas referiu que “muitos de nós não nos sentimos desaproveitados”. Apesar de alguns “não estarem bem inseridos” porque “temos bispos que estão mais reticentes quanto ao nosso papel” – adiantou.
Existem em Portugal cerca de 600 padres dispensados do ministério.
A Associação Fraternitas é constituída por padres dispensados do ministério sacerdotal e conta, actualmente, com cerca de 100 sócios. José Sampaio Ferreira é um dos membros desta associação e recordou os tempos da sua juventude: “quando era criança tinha de ir à missa ao Domingo senão era pecado mortal”. O medo desapareceu e os que vão é porque querem encontrar-se “com Deus e com os irmãos”. Apesar deste encontro é “muito triste estarmos na igreja e não nos interessarmos por quem está ao lado”. E adianta: “não há comunhão”.
Aos membros da Associação Fraternitas foi pedido para que exerçam “o seu ministério de cristãos” e que saibam “ler os acontecimentos e factos de hoje” – disse José Sampaio.
Em relação ao papel da mulher na Igreja, este elemento da direcção da Fraternitas sublinhou que as “mulheres não podem estar num plano secundário”. E exemplifica: “tanto na Universidade como noutras actividades elas dominam”. Portanto, as mulheres podem “ser testemunhas vivas do cristianismo autêntico” e “não há direito nenhum de serem colocadas de lado”. Como padre casado, José Sampaio considera que esta realidade “está melhor” porque “a Fraternitas contribuiu para isso”. Mas recorda acontecimentos passados: as nossas mulheres quando resolveram “casar connosco eram estupores” porque “desencaminharam os padres”. A situação melhorou mas ainda “existem alguns que acham que nós somos uns falhados”.
Algumas paróquias aproveitam os padres dispensados do seu ministério sacerdotal mas – lamenta José Sampaio – “não há razão de ordenarem diáconos permanentes à pressa e ponham de lado o potencial imenso que têm em nós”.
Fonte: Ecclesia
O que achas da ideia de aproveitar os padres dispensados do seu ministério sacerdotal?

sábado, abril 22, 2006

Cardeal diz que preservativo e aborto são males menores

Carlo Maria Martini é um dos principais rostos da chamada ala progressista da Igreja Católica.
Um dos mais proeminentes cardeais da Igreja Católica admite que o preservativo e a interrupção voluntária da gravidez são em alguns casos males menores.

O cardeal Carlo Maria Martini, antigo arcebispo de Milão, considera que no caso da luta contra a sida a utilização do preservativo pode ser um mal menor se, por exemplo, um conjuge for seropositivo. A propósito do aborto, o cardeal Martini considera positivo que a legalização da interrupção voluntária da gravidez tenha contribuído para reduzir o número de abortos clandestinos. Opiniões publicadas ontem num semanário italiano.
O cardeal Carlo Maria Martini, jesuíta de 79 anos, é um dos principais rostos da chamada ala progressista da Igreja Católica.
Fonte: SIC

sábado, abril 15, 2006

O Papa Bento XVI sublinha que no activismo que domina o mundo dos dias de hoje o sacerdote deve rezar

Páscoa: Apelo à oração (Missa Crismal, na Catedral de São Pedro)

"O simples activismo pode ser heróico, mas em última análise o agir exterior não dá fruto e perde eficácia se não nasce da íntima e profunda comunhão com Cristo. O sacerdote deve sobretudo um homem de oração", disse Bento XVI.

"O mundo com o seu activismo frenético perde com frequência a sua orientação. O seu agir e as suas capacidades tornam-se destrutivas sempre que diminuem as forças da oração, de onde brotam as águas da vida capazes de fecundar a terra árida. Ser amigo de Jesus, ser sacerdote, é pois ser homem de oração", afirmou o Papa.

Bento XVI explica traição de Judas (Evangelho de Judas)

Bento XVI explicou esta tarde a “traição” de Judas, considerando que nela se detecta a recusa do “projecto salvífico” de Deus, em Jesus Cristo.
Falando na Missa “in Coena Domini” de Quinta-feira Santa, na Basílica de São João de Latrão, o Papa explicou a passagem do Evangelho de João em que Jesus diz: Vós estais limpos, mas não todos”. Segundo o Papa, esta passagem aponta para “o obscuro mistério da recusa, que com a experiência de Judas se torna presente e que, na Quinta-feira Santa, dia em que o Senhor faz dom de si mesmo, nos deve fazer reflectir”.
“O amor do Senhor não tem limites, mas o homem pode colocar-lhe um limite”, apontou.
Para Bento XVI, aquilo que torna o homem “imundo” é a recusa do amor, “não querer ser amado e não amar”. “A soberba de quem crê não ter necessidade de nenhuma purificação fecha-o à bondade salvadora de Deus. Esta soberba não quer confessar nem reconhecer que temos necessidade de purificação”, referiu.
Assim, prosseguiu o Papa, “em Judas vemos a natureza desta recusa ainda mais claramente”. “Ele (Judas) julga Jesus segundo as categorias do poder e do sucesso: para ele, só o poder e o sucesso são realidade, o amor não conta. E ele é avarento: o dinheiro é mais importante do que a comunhão com Jesus, mais importante do que Deus e o seu amor”, precisou.
Bento XVI considera que Judas acaba por fazer “jogo duplo, rompendo com a verdade” e perdendo o sentido da “verdade suprema”, de Deus.
“Desta maneira, ele (Judas) endurece-se, torna-se incapaz da conversão, do confiante regresso do filho pródigo, e fica com a vida destruída”, concluiu.
O que achas da polémica gerada á volta do EVANGELHO DE JUDAS?

quinta-feira, abril 06, 2006

Em ESPANHA diminuiram drasticamente os jovens que se consideram católicos

A Fundação Santa Maria apresentou hoje em Madrid o estudo «Jovens Espanhóis 2005», no qual se analisam em profundidade os diferentes aspectos que configuram o perfil dos jovens espanhóis de hoje. Entre os dados oferecidos por este informe, encontra-se que «há dez anos os jovens que se consideravam católicos eram 77% e hoje, pela primeira vez na história, não chegam a 50%».
  • Os autores deste informe atribuem este fenômeno ao facto de que «os jovens não encontram modelos de religiosidade atraentes».
  • Outras causas reveladas por este informe são «a crescente secularização da sociedade, as mudanças políticas em uma direção claramente laicista e a desconfiança que a Igreja suscita entre os jovens».
  • As maiores críticas realizadas pelos jovens à Igreja são «sua excessiva riqueza, sua intromissão em política e seu conservadorismo em matéria sexual», explica o informe apresentado esta terça-feira.

Só 10% dos jovens declaram-se católicos comprometidos, frente a 20% que se caracterizam pela indiferença religiosa, agnosticismo ou ateísmo, «o restante se constitui por uma grande massa de espanhóis que em maior ou menor medida estão identificados com sua condição de católicos, mas que se caracterizam principalmente por sua passividade».

Com respeito à família, o informe constata entre os jovens «um pluralismo nas apreciações do que constitui hoje uma família, ainda que siga predominando a concepção do lar constituído por um pai, uma mãe e um filho, unidos em matrimônio». Os jovens, destaca o informe, «valorizam o matrimônio, mas o retardam, valorizam ter filhos, mas os reduzem e tendem a ser mais fiéis ao cônjuge apesar de aumentar as separações e divórcios».

«O terrorismo, a droga, o desemprego, a moradia e a violência doméstica» são os problemas sociais considerados mais importantes para os jovens, enquanto que entre os que se encontram menos preocupados estão «a manifestação de violência de algumas pessoas jovens, a corrupção política, os problemas de contaminação e meio ambiente, a pobreza e a marginalização de parte da população, assim como a segurança cidadã».

Por último, o informe mostra como «as relações sociais relacionadas com o ócio e o tempo livre transformaram-se substancialmente devido principalmente às tecnologias da informação e comunicação», sobretudo graças ao aumento do uso do telefone celular.Fonte: www.zenit.org

E TU O QUE ACHAS DOS JOVENS PORTUGUESES?