sexta-feira, maio 13, 2011

Ilucidativo: só não vê quem não quer ver



Já estamos endividados até 2086 !!!



O crescimento da Divida Pública Portuguesa face ao PIB acentua-se de 1850 até 1926 com perturbações de vária ordem e total descontrolo do crescimento económico e da divida, que atinge 90% do PIB. De 1926 até 1974 a divida reduz-se a 12% do PIB com importante crescimento económico.
De 1974 até 1985 cresce de 12% para 60% do PIB com duas intervenções de estabilização financeira com apoio do FMI e estagnação económica. De 1986 a 1995 a economia cresce 17,4 pontos percentuais acima da média europeia e a divida mantêm-se controlada por volta dos 60% do PIB.
A partir de 2000 o crescimento económico estagna, e a divida dispara a partir de 2005, sendo hoje (2011) cerca de 100% do PIB.

quarta-feira, maio 11, 2011

José Ramon Busto: "A Igreja não está isenta da tentação do poder"

A expulsão dos Jesuitas é um bom exemplo: um conflito eclesial à volta do poder, uma tentação da qual a Igreja não está livre, como é demonstrativo o caso do papa Clemente XIV que prendeu o padre Ricci sem acusação e sem julgamento.

A história faz-nos pensar e não é líquido que a luta pelo poder tenha diminuido ou desaparecido do interior da Igreja... mais dissimulada, mas muito presente nos circulos eclesiásticos; uma luta, muitas vezes, fraticida que em nada ajuda os homens a aproximarem-se de Cristo nem os seus membros serem testemunho de uma vida feliz e realizada. Os títulos, as mordomias, as benesses são arduamente disputadas como se de um troféu se tratasse.

Hoje falasse muito em repensar a pastoral em Portugal, mas quase ninguém quer repensar a escolha dos bispos... quem e como? O que é necessário fazer ou renunciar para lá chegar. Não é surpreendente o unanimismo...

Durante séculos a Igreja apostou no social, hoje parece que quer continuar a apostar no social... e os resultados não são lá muito animadores... muitas instituições de solidariedade, mas existem menos cristãos, menos padres, menos religiosos, mais anti-clericalismo e uma evangelização errada porque não aproxima os homens da pessoa de Jesus Cristo...

A Igreja terá de gastar aqui todas as suas energias...

terça-feira, maio 10, 2011

Cinema espiritual: Doonby um filme que defende a vida e recusa o aborto não encontra uma distribuidora no USA



"Doonby" é o novo filme do diretor Peter McKenzie, um thriller psicológico que narra a história de Sam Doonby, um misterioso homem que aparece em uma pequena cidade do Texas para evitar terríveis desgraças, e oferece como trama de fundo as interrogações que o aborto nos deixa.

Neste filme independente, que ainda não encontra distribuidora nos Estados Unidos, Sam Doonby é interpretado pelo ator John Schneider. A sua personagem chega num autocarro a Smithville e logo se faz famoso por causa do seu talento musical.

Sam parece estar sempre no lugar certo no momento adequado para prevenir possíveis desastres, mas devido à inveja e a desconfiança de alguns, começam a indagar sobre o seu passado e terão muitas surpresas.

Os seus produtores afirmam que o filme é uma mistura de "Sexto Sentido" e a clássica "A felicidade não se compra" (It’s a wonderful life).

Mackenzie, director, pensou rodar Doonby há mais de 15 anos e assegura que a sua intenção é que as pessoas se interroguem sobre como a vida de cada pessoa pode afectar os que estão à sua volta.

No filme estreia-se como atriz em um pequeno papel, Norma McCorvey, a mulher que impulsionou a despenalização do aborto nos Estados Unidos tomando o nome de Jane Roe no famoso litígio Roe vs. Wade, e logo se converteu numa defensora da vida e abraçou o catolicismo. Conforme informou The Hollywood Reporter, McCorvey actua como uma anciã que aconselha uma jovem grávida anão abortar.

Completam o elenco de Doonby actores como Jenn Gotzon, Ernie Hudson, Robert David e Joe Estevez.
Visite o site www.doonbythemovie.com


Porque será que alguns filmes não encontram espaço nos mercados?
A censura continua...

sábado, maio 07, 2011

sexta-feira, maio 06, 2011

Sacerdócio: maturidade emocional

A maturidade emocional mantém-se como o alicerce da maturidade espiritual autêntica. Sem essa maturidade, os sacerdotes correm o risco de permanecer espiritual e intelectualmente subdesenvolvidos.

Quando esta não existe, os sacerdotes preocupam-se com posses e dinheiro, com status e poder. Apesar do conforto e da moradia, do carro de luxo, apesar de viverem melhor do que muitos dos seus paroquianos, os sacerdotes sentem que lhes falta ainda alguma coisa, algo que é fundamentalmente bom, algo a que eles tem direito: o anseio por intimidade. Se não existirem alguns amigos realmente próximos e íntimos na vida do sacerdote, ele encontra-se em sério perigo. O seus esforços para permanecer em união espiritual com Deus não compensa a angustia existencial que aperta a alma.

Muitos sacerdotes, experimentam uma crise vocacional ou uma crise de intimidade?


quarta-feira, maio 04, 2011

Sacerdócio: o dom da intimidade

Por mais disciplinada que seja a vida de oração, por mais empenho no seu ministério, o desenvolvimento humano do sacerdote é um factor critico no seu esforço para descobrir a integridade, significado e realização - em especial se quiser descobrir o dom da alma que está para além do seu alcance: o dom da intimidade.

Experimentamos intimidade com o outro quando somos capazes de estar diante dessa pessoa sem as nossas defesas e máscaras habituais, vulneráveis, e, apesar de tudo, confiantes. Não só nos sentimos livres para compartilhar os nossos medos e ansiedade mais profundos, como somos capazes de revelar o que temos de mais pessoal, os nossos ideais e sonhos mais profundos, os pensamentos mais nobres da nossa alma. Nesses momentos não há mendo nem ansiedade. Isto não é algo exclusivo do amor conjugal...

Casados ou solteiros, jovens ou idosos, os individuos precisam de algumas pessoas na sua vida que sejam, ou se possam tornar, almas gêmeas.

segunda-feira, maio 02, 2011

Sacerdócio: o tédio afecta a todos

O tédio afecta a todos, ao que parece, com a possível excepção dos santos.
Para alguns, o tédio enevoa cada movimento e torna o seu mundo, e mesmo o mundo do seu ministério, banal. Preso nas garras do tédio, o tempo pesa sobre as nossas mãos, o espaço parece plano e bidimensional e as próprias alegrias da vida oferecem pouca satisfação.

O tédio crónico é um sintoma de que algo está mal no plano da alma. Ele anuncia uma crise que merece atenção e cuidado. É preciso sentar-se, acolhê-lo e ouvi-lo... porque têm algo a revelar...

Complexo de Édipo episcopal

A elevação ao episcopado reflecte uma configuração inconsciente semelhante á do sacerdote recem-ordenado. A diferença é que aqui o bispo recém-ordenado assume o papel do menino, o papa representa o pai e a Igreja manifesta-se como o ângulo materno do triângulo.

Ele foi nomeado bispo pelo próprio papa. Saboreia a afirmação do seu compromisso de fidelidade com o sacerdócio simbolizada pela sua sagração como bispo. Agora, está ligado de maneira muito especial à mãe-igreja universal. Responde à aprovação dela com uma promessa solene de defender a unidade da Igreja e integridade da fé.

Enquanto assume o seu lugar no colégio dos bispos, um corpo de irmãos, este proporcionar-lhe-á uma importante rede de segurança para os perigos psicológicos da dimâminca controladora que pode ameaçar a integridade da sua alma.

Como bispo diocesano, precisa de encontrar coragem para seu ser fiel ao seu próprio entendimento, às necessidades da Igreja local e á sua leitura de um mundo fragmentado e ferido.

Devido á centralização do Vaticano, manter uma posição própria como bispo muitas vezes requer uma coragem moral heróica.

Sem sondar muito a fundo, as rivalidades e competição entre irmãos (choque norte-sul), já agora que será o escolhido para Presidente da Conferência episcopal?

O papa cessa antecipadamente a um bispo pró-ordenação de mulheres e homens casados como sacerdotes

O Papa Bento XVI “reformou” o bispo de Toowoomba (Queensland, Australia), D. William Morris, um prelado que se manifestava a favor da ordenação de mulheres e homens casados como sacerdotes.

Monsenhor Morris, que esteve à frente da sua diocese durante quase duas décadas, tem só 67 anos de idade. Na sua carta, eo prelado diz que a decisão pontificia responde a uma mensagem pastoral que publicou em 2006 e provocou uma investigação interna dentro da Igreja.

Claro que assim todos ficam a saber quais as linhas com que se cosem para chegarem a bispos... Mais. Claro que a liberdade de consciência está aqui muito afectada, esquecendo que Pedro e Paulo não pensavam da mesma forma no primeiro Concílio de Jerusalém, mas hoje consideramos que ainda bem porque da discussão nasceu a luz ...

Os bispos hoje reflectem a sensibilidade dos cristãos no terreno?

Somar missas é como deitar azeite nas lamparinas
e vê-las apagarem-se.

domingo, maio 01, 2011

Vocações: a falência anunciada das mega-organizações

As recentes pesquisas das ciências sociais descobriram uma forte tendência das muito bem sucedidas mega-organizações em negar os seus próprios dados, assim como dados externos, quando lhe é sugerida a necessidade de mudança e adaptação (General Motors, IBM, Sears...).

A dinâmica de negação está também presente nalgumas das reacções da Igreja a questões dificieis, como por exemplo, o envelhecimento do clero, paróquias sem sacerdotes residentes, condutas impróprias, infelicidade e desmotivação... talvez alguma vaidade narcisista ou algum saudosismo faça com que os dados não sejam encarados de frente.

A crise de vocações, mesmo perante os dados da própria Igreja, é atribuída a uma falha de recrutamento e a uma falta de oração pelas vocações. O "envelhecimento" dos sacerdotes é posto de lado com medo de soluções que possam vir a alterar as antigas tradições e disciplinas da Igreja.

É notória a escassez de reflexões teológicas sérias entre os lideres da Igreja sobre a carência de vocações para o sacerdócio e a vida consagrada. Em vez disso, são discutidas estratégias para um recrutamento mais eficiente por parte dos directores dos secretariados das vocações, enquanto os católicos são instados a orar pelo surgimento de mais vocações. Por mais importantes que sejam estas iniciativas, elas desviam-nos facilmente da difícil reflexão criativa e analítica exigida pela situação presente.

Deus não estará a quer falar-nos através da escassez de vocações?!!! Porque não o queremos escutar?
Basta um pouco de egoísmo ou azedume
para tolher um projecto de evangelização