quinta-feira, maio 27, 2010

O filme: "Deuses e homens" premiado em Cannes

Um filme sobre monjes martirizados em África ganha o segundo prémio de Cannes.

«De Deuses e Homens», um filme do director francês Xavier Beauvois, é uma história real de oito monges cistercienses que foram feitos refens e assassinados por fundamentalistas islâmicos em 1996. Apesar de serem convivados a regressarem a França, o grupo recusou e optou por permanecer na conflictiva região das montanhas da Argélia, sabendo que correriam o risco de ser martirizados.

O filme foi galardoado no passado domingo com o «Grand Prix», que é o segundo mais alto galardão do festival.


É SURPREENDENTE: O EVANGELHO ESTÁ NA MODA NA MECA DO CIMEMA: Hollywood, e o cinema em geral, aposta agora em producçõess de inspiração cristã depois de comprovar o seu grande êxito. A industria do cinema americano está surpreendida pelo grande acolhimento que os novos filmes de temática cristã têm tido. PORQUE SERÁ?

  • A Paixão de Cristo (2004) - arrecadou 612 milhões de dolares;
  • As crónicas de Narnia: o leão, a bruxa e o armário (2005);
  • O exorcismo de Emily Rose (2005);
  • Abandonados: mundo em guerra (2005);
  • Lutero (2005);
  • Natal(2006);
  • Guadalupe (2006);
  • Prova de fogo (2008);
  • Bella (2008)

«Letters to God» = Cartas a Deus (2010) O filme, baseado em factos reais, (o filho de outro director, Patrick Doughtie, morreu por causa do cancro em 2005) mostra a história de uma criança de 8 anos que padece de uma enfermidade e cujas paixões, por esta ordem, são Deus e o futebol. Pelado, com pano de pirata na cabeça, escreve inocentemente a partir do coração uma série de cartas a Deuss que vão transformando as vidas de quem o rodeia, incluido o carteiro.

quarta-feira, maio 26, 2010

CARTA SEM RESPOSTA: Um missionário escreve ao New York Times para relatar histórias que não são notícia

O sacerdote salesiano Martín Lasarte, que está há mais de 20 anos em Angola, relata enternecedoras histórias de sacerdotes que entregam as suas vidas até limites inimagináveis, mas...«não são notícia».


O missionário salesiano uruguaio Martín Lasarte, um missionário que vive há mais de 20 anos em Angola, define-se a si mesmo numa carta enviada ao The New York Times como «um simples sacerdote católico» que se sente «feliz e orgulhoso» da sua vocação.

O diário norte-americano, que liderou a campanha contra a Igreja e o Papa por causa dos casos de pedofilia cometidos por alguns clérigos, ainda não respondeu.

Nela Lasarte explica o trabalho silencioso a favor dos mais desfavorecidos que a maioria dos sacerdotes da Igreja católica fazem nestas paragens, mas que, no entanto, «não é notícia».

A carta
«Causa-me uma grande dor que pessoas que deveriam ser sinais do amor de Deus tenham sido um punhal na vida de inocentes. Não existem
palavras que justifique tais actos. Não há duvida que a Igreja só pode estar do lado dos débeis, dos mais indefesos. Portanto todas as medidas que venham a ser tomadas para a protecção, prevenção da dignidade das crianças serão sempre uma prioridade absoluta», afirma o missionário na sua carta.

Não é notícia...transportar crianças através de campos minados
No entanto, acrescenta o missionário, «é curiosa a excassez de notícias e o desinteresse pelos milhares e milhares de sacerdotes que se consomem pelos milhões de crianças, pelos adolescentes e os mais desfavorecidos nos quatro cantos do mundo».

«Penso que ao vosso meio de informação não lhes interesse que eu próprio tenha trans-portado através de caminhos minados em 2002 muitas crianças desnutridas desde Cangumbe a Lwena (Angola) pois nem o governo se dispunha a fazê-lo e as ONG não estavam autorizadas; que eu próprio tivesse tido que enterrar dezenas de crianças falecidas entre os deslocados de guerra e retornados; que tenha salvado a vida a milhares de pessoas em Moxico por intermédio do único posto médico em 90.000 kilómetros quadrados, assim como através da destribuição de alimentos e sementes; que tivessemos dado a oportunidade a mais 110.000 crianças receberem de educação nestes 10 anos...», sublinha.

«Não é do vosso interesse -acrescenta- que, em conjunto com outros sacerdotes, tenhamos socorrido cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois da sua rendição, porque não chegavam os alimentos do Governo e da ONU».

A seguir o salesiano relata uma série de acções realizadas por intermédio de outros companheiros, muitas vezes arriscando a própria vida, mas que não recebem nenhuma atenção dos meios de Comunicação.

80 anos e confortando os desesperados... Também não
«Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, durante noite percorre a cidade de Luanda curando crianças da rua, levando-as para uma casa abrigo, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como ol padre Stefano, tenha casas para crianças que foram golpeadas, maltratadas e até violadas. Tão pouco é noticia que Frei Maiato com os seus 80 anos passe de casa em casa confortando os enfermos e os desesperados».

60.000 sacerdotes que deixam tudo...não importa
«Não é noticia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes, religiosos tenham deixado a sua terra, a sua família para servir os seus irmãos em leproserias, hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feiticeiras ou orfãos de pais que faleceram com sida, em escolas para os mais pobres, em centros de formação professional, em centros que prestam cuidados a seropositivos… ou sobretudo em paróquias e missões dapara motivar as pessoas a viver e amar».

Assassinados... também não
«Não é notícia -diz- que o meu amigo, o padre Marcos Aurélio, para salvar alguns jovens durante a guerra em Angola, transportou-os de Kalulo a Dondo e ao
regressar à sua missão tenha sido fuzilado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco catequistas, por terem ido ajudar em áreas rurais mais recónditas tenham falecido num acidente de viação; que dezenas de missionários en Angola tenham falecido por falta de socorro sanitário, por causa de uma simples malária; que outros tenham saltado pelo ar, por causa de uma mina, apenas por foram visitar os seus paroquianos. No cemitério de Kalulo estão as sepulturas dos primeiros sacerdotes que cheram à região... Todos tinham menos de 40 anos».

Mais à frente afirma que para certos meios «não é notícia acompanhar a vida dum sacerdote "normal" no seu dia a dia, nas suas dificuldades e alegrias consumindo sem ruido a sua vida a favor da comunidade que serve».

«A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa Noticia, essa notícia que sem ruido começou na noite de Páscoa. Faz mais ruido uma árvore que cai do que um bosque que cresce», sublinha.

Nem herói nem neurótico...simplesmente um homem
«Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes -acrescenta-. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um simples homem, que com a sua humanidade procura seguir Jesus e servir os seus irmãos. Existem misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e b
ondad como em cada criatura…».

«Insistir de forma obsesionada e persecutória num tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdocio católico com as quais me sinto ofendido», afirma.

E conclui: «Só lhe peço amigo periodista, que procure a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso torna-lo-á nobre na sua profissão».
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terça-feira, maio 25, 2010

Bento XVI - Surpreendente

Já muito se disse e escreveu sobre o Papa Bento XVI, a pretexto da sua recente visita a Portugal. Apesar disso, não resisti a tecer, também, algumas considerações sobre este tão importante evento, que veio mudar, radicalmente, o pensar de muitos (católicos e não católicos).

Ao abrirmos os jornais e televisões encontramos os mais variados títulos: “Viagem a Portugal mudou a imagem de Bento XVI”, “Viagem do Papa foi uma surpresa”, “Este Papa e o comum preconceito”, “O Papa que não sorria”, “Bento XVI deixa herança a Fátima” (Expresso); “A mudança de Bento XVI”, “Uma visita que moveu milhões” (Sol); “0 Papa que cantou nos Jerónimos” (Sábado); “Ratzinger chegou a Portugal e partiu Papa” (Televisões), etc.
Estes títulos reflectem o pensar de muitos a respeito do actual Papa, eleito com 78 anos de idade, um dos mais eminentes teólogos, que sucedeu a João Paulo II, que ascendeu a chefe da Igreja Católica aos 58 anos, mais extrovertido e que cativava mais com a sua presença, do que com a palavra.
  • O Papa João Paulo II, vindo dum país comunista, desportista, operário fabril e actor de teatro, quando foi eleito Papa, despertou, facilmente, a simpatia de todos;
  • Bento XVI, académico, teólogo, músico, foi recebido, pela maioria, com antipatia e preconceitos, rotulado de “conservador”, “duro”, “introvertido”, “antipático”, etc.

Os jornais chegaram a titular “ A marca Bento XVI vende menos que João Paulo II”!

No fim do dia 14 de Maio, os meios de comunicação social já afirmavam que a “Viagem a Portugal mudou a imagem do Papa”, pois, não só as pessoas passaram a ter uma ideia diferente de Bento XVI, como ele próprio também mudou fruto da calorosa recepção, que os portugueses lhe fizeram!
Podemos afirmar que a maioria dos portugueses (aqueles que o acompanharam, presencialmente, e todos os outros que o seguiram na televisão) ficou satisfeita, honrada e agradecida pela vinda de Bento XVI (muitos países não têm essa honra), embora alguns (os do costume) não perdessem a oportunidade para a criticar, pois fez perder “milhões” com as “tolerâncias de ponto” e se gastou muito dinheiro com a “recepção”, num tempo de “crise” económica e com tanta gente a passar fome!
A ironia está em que todos esses “críticos” ficaram “satisfeitos” por não ir trabalhar, dando mostras que não estão nada preocupados com a tão propalada “crise”! O Evangelista João relatou, já há dois mil anos, a “critica” feita por um certo Judas ao gesto amistoso de Maria de Betânea quando brindou Jesus de Nazaré com um perfume caro (João 12, 4-8)!
Bem fez o Presidente da República ao agradecer, na despedida, a visita do Papa a Portugal: “A Vossa presença, a Vossa palavra e o Vosso exemplo trouxeram esperança aos corações agradecidos dos Portugueses...Portugal despede-se de Vós revigorado pela mensagem de esperança e confiança que nos deixais”.
Podemos dizer que as várias intervenções do Papa Bento XVI, ao longo dos quatro dias, “tocaram”, indelevelmente, todos os homens de “boa vontade” e não só os “fiéis católicos”, que acorreram, fervorosamente, a ouvi-lo. Mesmo antes de aterrar no aeroporto de Figo Maduro, já havia respondido, dum modo concludente, a todos aqueles que exigiam dele uma declaração sobre a “Pedofilia na Igreja”: “A maior perseguição não vem dos inimigos de fora, mas nasce nos pecados da própria Igreja”. Em Fátima, a propósito do celibato, lembrou aos “consagrados”: “Somos livres para ser santos, livres para ser pobres, castos e obedientes”.
No primeiro dia da visita, 11 de Maio, no Terreiro do Paço, o Santo Padre elogiou o espírito missionário dos portugueses, no seguimento da recomendação de Jesus: “Ide fazer discípulos de todas as nações”. A propósito dos ataques à Igreja “santa e pecadora” recordou que “é nos Santos que a Igreja reconhece os seus traços característicos...e que a prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante da perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia e na política”.
Aos homens da cultura, Bento XVI recomendou um equilíbrio entre a tradição e o presente inovador, com uma busca constante da verdade e da beleza “Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de Beleza”.
Nos seus discursos falou também do diálogo com o mundo e da “aprendizagem a fazer quanto à forma de a Igreja estar no mundo”.
No Porto, àqueles que o acusavam de conservador ou ditador, o Santo Padre lembrou que “nada impomos, mas propomos”, reconhecendo que “nos últimos anos, alterou-se o quadro antropológico, cultural, social e religioso da humanidade; hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e está pronta a dialogar com culturas e religiões diversas, procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pacífica convivência dos povos”.
O Papa Bento XVI terminou a sua visita a Portugal com o desejo de um “renovado impulso espiritual e apostólico” e que a sua bênção “seja portadora de esperança, de paz e de coragem”!

Cón. Fernando Marques

sexta-feira, maio 14, 2010

"Nada impomos, sempre propomos" Bento XVI

Uma mulher passa as lojas da Praceta de Santo António em revista – à cata de uma “lembrancinha” em conta. “Está a ser melhor do que na televisão”, comenta, com o rosto virado para trás. Segue-a o marido, costas dobradas, boné enterrado na cabeça, não vá ela abrir os cordões à bolsa em tempo de crise: “Dizem que ele é trombudo, afinal, ri-se o tempo todo!”
in Publico

Vê-se um Papa feliz, sorridente, sereno.

Os jovens com o Papa



os jacobinos de ontem transformam-se nos ecuménicos de hoje

Gostei de ter estado no CCB para o encontro "cultural" com Bento XVI. Não apenas pelo Papa, um dos mais importantes pensadores vivos que sempre li com prazer e proveito. Mas sobretudo para testemunhar a quantidade de "intelectuais" que, apesar de passarem 364 dias a usar a Igreja como saco de pancada, reservaram o 365º para aplaudirem o Papa de pé. Não cito nomes, até porque não tenho espaço. Mas como explicar esta esquizofrenia?

Uma amiga, que assistia abismada ao mesmo cenário, optou pela poesia: ‘Vaidade, tudo é vaidade.’ Não sei se será, embora câmaras de televisão normalmente façam milagres. Creio que o problema é mais fundo e Bento XVI tem-se ocupado dele com pena cirúrgica: a ditadura presente da nossa condição reside na incapacidade absoluta para defendermos valores fundamentais. Tudo é moda, o que significa que os mesmos jacobinos de ontem se transformam nos ecuménicos de hoje antes de regressarem ao jacobinismo de amanhã.

No relativismo larvar em que chafurdam as nossas sociedades, estou com os profetas: prefiro gente fria ou quente a estas versões mornas.
João pereira Coutinho no Correio da Manhã

quarta-feira, maio 12, 2010

Uma visão sábia sobre a vida e sobre o mundo

Senhor Presidente da República,
Ilustres Autoridades da Nação,
Venerados Irmãos no Episcopado,
Senhoras e Senhores!

Só agora me foi possível aceder aos amáveis convites do Senhor Presidente e dos meus Irmãos Bispos para visitar esta amada e antiga Nação, que comemora no corrente ano um século da proclamação da República. Ao pisar o seu solo pela primeira vez desde que a Providência divina me chamou à Sé de Pedro, sinto-me honrado e agradecido pela presença deferente e acolhedora de todos vós.

Agradeço-lhe, Senhor Presidente, as suas cordiais expressões de boasvindas, dando voz aos sentimentos e esperanças do bom povo português. Para todos, independentemente da sua fé e religião, vai a minha saudação amiga, com um pensamento particular para quantos não podem vir ao meu encontro. Venho como peregrino de Nossa Senhora de Fátima, investido pelo Alto na missão de confirmar os meus irmãos que avançam na sua peregrinação a caminho do Céu.


Logo aos alvores da nacionalidade, o povo português voltou-se para o Sucessor de Pedro esperando na sua arbitragem para ver reconhecida a própria existência como Nação; mais tarde, um meu Predecessor havia de honrar Portugal, na pessoa do seu Rei, com o título de fidelíssimo (cf. Pio II, Bula Dum tuam, 25/I/1460), por altos e continuados serviços à causa do Evangelho.
Que depois, há 93 anos, o Céu se abrisse precisamente sobre Portugal – como uma janela de esperança que Deus abre quando o homem lhe fecha a porta – para reatar, no seio da família humana, os laços da solidariedade fraterna assente no mútuo reconhecimento de um só e mesmo Pai, trata-se de um amoroso desígnio de Deus; não dependeu do Papa nem de qualquer outra autoridade eclesial: «Não foi a Igreja que impôs Fátima – diria o Cardeal Manuel Cerejeira, de veneranda memória –, mas Fátima que se impôs à Igreja».
Veio do Céu a Virgem Maria para nos recordar verdades do Evangelho que são para a humanidade, fria de amor e desesperada de salvação, fonte de esperança. Naturalmente esta esperança tem como dimensão primária e radical, não a relação horizontal, mas a vertical e transcendente. A relação com Deus é constitutiva do ser humano: foi criado e ordenado para Deus, procura a verdade na sua estrutura cognitiva, tende ao bem na esfera volitiva, é atraído pela beleza na dimensão estética. A consciência é cristã na medida em que se abre à plenitude da vida e da sabedoria, que temos em Jesus Cristo. A visita, que agora inicio sob o signo da esperança, pretende ser uma proposta de sabedoria e de missão.
De uma visão sábia sobre a vida e sobre o mundo deriva o ordenamento justo da sociedade. Situada na história, a Igreja está aberta a colaborar com quem não marginaliza nem privatiza a essencial consideração do sentido humano da vida. Não se trata de um confronto ético entre um sistema laico e um sistema religioso, mas de uma questão de sentido à qual se entrega a própria liberdade. O que divide é o valor dado à problemática do sentido e a sua implicação na vida pública. A viragem republicana, operada há cem anos em Portugal, abriu, na distinção entre Igreja e Estado, um espaço novo de liberdade para a Igreja, que as duas Concordatas de 1940 e 2004 formalizariam, em contextos culturais e perspectivas eclesiais bem demarcados por rápida mudança. Os sofrimentos causados pelas mutações foram enfrentados geralmente com coragem.
Viver na pluralidade de sistemas de valores e de quadros éticos exige uma viagem ao centro de si mesmo e ao cerne do cristianismo para reforçar a qualidade do testemunho até à santidade, inventar caminhos de missão até à radicalidade do martírio.

Uma multidão acolhe Bento XVI



segunda-feira, abril 26, 2010

Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar

Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.

'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.

'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.

Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.

No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..

'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.

Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.

A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.

'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.

'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.

Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.

'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.

Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

sábado, abril 24, 2010

A conversão de Joe Eszterhas


Joe Eszterhas foi o guionista de "Instinto Básico", o thriller erótico de maior êxito dos anos 90. Dirigido por Paul Verhoeven, "Instinto Básico" consiguiu catapultar para a fama a Sharon Stone e deu a este género um enorme empurrão.

Para além desta película, Joe Eszterhas escreveu o guião de "Showgirls", "Jagged" e outros títulos que o convirteram no "rei do sexo e da violência na América".

O melhor de um bom thriller é o final. E o mais surpreendente da vida de Eszterhas é a volta de 180 graus que deu a sua vida. Converteu-se ao cristianismo... realmente é isto que assusta aqueles que querem manter e defender determinados valores!!! Que as pessoas se fartem dessa visão de sociedade mediocre!!!

O abuso dos abusos. Objectivo: o Papa (I)

Passaram cinco anos desde a publicação daquela conhecida manchete do jornal The Mirror que, depois da eleição do cardeal Joseph Ratzinger como Papa, dizia «God´s Rottweiler» (El rottweiler de Deus). Já nessa altura, as diferentes manchetes, de carácter mais hostil, pressagiavam a relação que poderia oferecer a maioria da imprensa laica mundial àquele que como cardeal já tinham tratado severamente mal.

Ao longo destes dez anos, Bento XVI enfrentou muitas mediáticas. Entre as mais significativas estão:
1) o facto de ser de origem alemã e por isso, ipso facto, é tachado de «nazi»;
2) a lição magistral de setembro de 2006 na universidade de Ratisbona, donde se extrapolou uma parte do discurso, o qual originou a ira islâmica;
3) em janeiro de 2008, a recusa de uma parte mínima de professores e estudantes da universidade de La Sapienza, em Roma, para que o Papa inaugura-se o ano acadêmico (por causa de uma interpretação errada de um discurso sobre Galileu que, como cardeal, tinha pronunciado Ratzinger na mesma institução);
4) o levantamento da excomunión aos obispos «lefebrianos» no inicio de 2009 e a desconhecida opinião de um desses bispos, Richard Williamson, sobre o holocausto hebreu;
5) e, por última, a revolta por causa da resposta do Papa ao periodista da France Press sobre o preservativo, num voo para Angola em março de 2009.

Talvez nenhuma outra crise tenha sido tão mordaz como a do tema dos abusos por parte do clero católico. Sem desvalorizar a tristíssima realidade dos factos comprovados e em qualquer circunstâncias reprovaveis, a imprensa procurou não só exprimir e generalizar até à saciedade as debilidades dalguns membros da Igreja, mas também envolver e manchar a imagen de Bento XVI.

A 1 de outubro de 2006 a BBC tentou-o pela primeira vez quando pôs no ar «Sex crime and the Vatican», um programa de 40 minutos cheio de erros de palmatória que denotavam as suasa intenções no seu afã de desprestigiar do o Papa. A utilização erronea dos documentos da Igreja (Crimen sollicitationis e a carta Ad exequenda), sirvindo-se de filmes antigos e entrevistas não datadas, o programa adultera, deforma e interpreta à sua maneira a informação.

Um dos mais penosos erros foi o de afirmar que Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, é o autor de Crimen sollicitationis, documento que apareceu em 1962 e preparado pela então Congregação do Santo Oficio, hoje Congregação da Doutrina da Fé. Assim, o programa dá uma informação errada sobre o autor (Joseph Ratzinger naquela altura nem sequer vivia em Roma nem era prefeito) e o conteúdo.

1. Quatro tentativas para desprestigiar o Papa: quatro casos de periodismo deficiente

Em maio de 2009 tornava-se público Informe da Comissão de Investigação Irlandesa (o Informe Ryan se pode consultar integralmente aqui ou ler o resumo sintético) sobre o tema dos abusos nas escolas e instituções desse país. Em Dezembro de 2009 publicava-se o Murphy Report, centrado na diocese de Dublin. O escândalo suscitado pelas deploraveis revelações, chocaram sensivelmente a sociedade irlandesa e toda a Igreja.

A. Don Georg, o irmão do Papa
Um semestre depois, a 28 de Janeiro de 2010, o jornal Der Tagesspiegel publicava os primeiros casos de abusos sexuais na Alemanha. Concretamente os perpetrados entre os anos 70 e 80 no Canisius College, administrado pelos jesuitas. Mais tarde conheceram-se os casos da escola da abadia benedictina de Ettal e, finalmente, o caso mais mediáticamente manipulado: o dos abusos entre os Regensburger Domspatzen (coro das crianças da catedral de Ratisbona), do qual foi director Georg Ratzinger, irmão do Papa. Começava assim a primeira tentativa sistemática por vincular e atingir directamente a Bento XVI.

Qual era a verdade? Diego Contreras conta assim no seu blog «A Igreja na imprensa»: «A diocese de Ratisbona divulgou un caso de abuso que aconteceu em 1958, um presumivel caso que tinha sucedido no início dos anos sessenta e um terceiro caso (todavia incerto), que se supõe que éde 1969. Os três refrem-se de algum modo ao coro deos Domspatzen. Trata-se de crimes, oi presumiveis crimes, ocuque aconteceram na residencia onde residiam e estudavam os jovens. Uma instituição que tinha uma direcção própria e independente da direção musical. Irmão do Papa, mons. Georg Ratzinger, foi director musical do coro (externo à residencia) no periodo 1964-1993. Isto é, não só estava longe físicamente do lugar dos factos, ou presumiveis factos, mas estes aconteceram num periodo no qual não era director (o dato claro do terceiro caso é que aconteceu dez anos depois de que o presumivel culpado tinha abandonado a sua relação com coro)».

A partir desta nota posta em circulação com transparencia e abertura pela própria arquidiocese de Ratisbona construiram-se titulares fantásticos que apontavam para a caça de Bento XVI sem pejo em recorrer a mentiras e fantasias de alguns periodistas.

B. Süddeutsche Zeitung, TIME e o semanário Stern
A segunda diatribe contra Bento XVI veio de um meio de comunicação social alemão: o Süddeutsche Zeitung. A 13 de março de 2010 publicou um nota sobre a suposta admissão na arquidiocese de Munich dum sacerdote –Peter Hullermann– acusado de abuso e procedente da diocese de Essen. Em Munich, teria recibido um encargo pastoral. Tudo isto tinha ocurrido em 1980, quando o arcebispo dessa sede era o cardeal Joseph Ratzinger.

No mesmo dia, TIME reproduzia a nota que logo, sucessivamente, daria a volta ao mundo. O título que foi dado pela TIME «O Papa sabia que o sacerdote era pedófilo mas autorizou que continuasse o seu ministerio».

Qual era a realidade dos factos? Efectivamente o então arcebispo de Munich autorizou que Peter Hullermann residisse na arquidiocese e exclusivamente para ser tratado. Depois da nomeação, em novembro de 1981, como prefeito da Congregação da Doutrina da Fe, Ratzinger renuncia à sede de Munich e passa para Roma em Fevereiro de 1982. Durante o periodo de sede vacante (isto é, quando ainda não se nomeou o suplente Joseph Ratzinger para Munich), o vigário para a arquidiocese, padre Gerhard Gruber, é quem decide dar licencia para que Hullermann exerça o ministério numa paróquia.

Em 1985 dão-se novas denuncias contra Hullermann (isto é, quando Joseph Ratzinger já não estava em Munich) e é retirado do ministerio sacerdotal. Em junho de 1986 é condenado por abusos de menores a 18 meses de prisão com liberdade condicional e a uma multa de 4.000 marcos.

Outro meio de Comunicação Social alemão que tentou fracassadamente desprestigiar com mentiras a Bento XVI foi o semanario Stern. Na quinta - 7 de abril de 2010 - publicava uma monumental falsidade segundo a qual, como cardeal prefeito da CDF, Joseph Ratzinger teria encuberto a Marcial Maciel, presbítero mexicano.

Prontamente o portavoz da Santa Sé fez uma declaração oficial afirmando: «Es paradoxal –e para as pessoas informadas ridículo– atribuir ao cardeal Ratzinger responsabilidades de cobertura o de encubrimento de qualquer tipo. Todas as pessoas informadas sabem que foi mérito do cardeal Ratzinger promover a investigação canónica sobre as acusações a propósito de Marcial Maciel, até chegar a estabelecer com certeza a sua culpabilidade». Maciel foi reduzido a uma vida de oração e penitencia, sem possibilidade de exercer o ministerio públicamente, em 2006.

Eu confio nos Padres - In priests I can trust

Louvor a Deus pelos bons e santos sacerdotes ao serviço de todo o género humano espalhado por todo o mundo. Bendito seja Deus pelo imenso dom do sacerdócio que traz ao mundo luz, paz e amor.

No encontro com os Jovens de Malta, no dia 18 de Abril, o Papa dirige palavras de coragem: «A quantos de vós desejam seguir Cristo, como casais, pais, sacerdotes, religiosos e fieis leigos que levam a mensagem do evangelho ao mundo, digo: não tenhais medo! Certamente incontrareis oposição á mensagem do Evangelho. A cul...tura hodierna, como qualquer cultura, promove ideias e valores que estão, porventura, em contraste com aqueles pregados por nosso Senhor Jesus Cristo [...] Eis porque vos digo: não tenhais medo, mas alegrai-vos do seu amor por vós, confiai n'Ele, respondei ao seu convite de ser discipulos, encontrareis alimento e ajuda espiritual nos sacramentos da Igreja»

Eu confio nos padres. Mesmo fazendo parte de uma Igreja santa e ao mesmo tempo pecadora, confio na Misericórdia de Deus, para mim e para todos os seus membros.
Os padres são sinal de Jesus na Terra, para tal receberam um Sacramento dado pelo Pai.
Oremos, cantemos, rejubilemos de alegria de Jesus Vivo e Ressuscitado!!! - Carlos Coutinho

Porque Deus quis que fossem seus pastores, de estola branca ao peito e cruz nas mãos, guardas da esperança e da Cidade Santa, terão memória eterna.
Porque pregam ao mundo a luz da vida, porque imitam na vida o Mestre excelso, Espalhando entre os homens a verdade, terão memória eterna.
Porque ensinam às almas o camninho, ... - Emanuel Cipriano

Eu confio nos Padres, porque são os homens, que Deus escolheu para indicarem-me o Seu Caminho. Tudo lhes devo, sobre a minha personalidade, caracter e educação.
Que somos nós? Maus meninos, neste mundo perverso.
Que seriamos, sem estes homens de Deus, que nos encorajam, nos levantam após cada tempestade, após cada provaç...ão, após cada queda.
Assim como Jesus Cristo, ensinam-nos a pegar em nossa Cruz e seguir o Seu Caminho.
Concedem-nos o perdão de Deus, através do sacramento da Penitencia(Confissão), o que nos dá a paz e tranquilidade, para viver neste mundo controverso.
Por eles, Jesus se dá diariamente, na consagração na Eucarístia.
Enfim...Confio nos Santos e bons sacerdotes! - Maria Clarisse Freitas

Cresci a ouvir falar mal dos padres...por ignorância de quem mo transmitia.Depois de me ter reaproximado da Igreja em idade adulta e de conhecer e conviver de perto com alguns padres, que além de padres são meus grandes amigos...posso dizer que admiro muito estes homens que em muito me ajudaram a crescer como pessoa e ...me ensinaram a escutar a Voz D´Aquele que eu quero unicamente seguir. Obrigado! EU CONFIO NOS PADRES. - Paulo Soares

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