terça-feira, março 13, 2007

A primeira condenação do papa Bento XVI

A condenação de Jon Sobrino é a primeira que é dictada por Joseph Ratzinger como Papa Bento XVI. Desde 1965, ano em que o Santo Ofício se transformou na Congregação para a Doutrina da Fé, já houve outras 11 notificações. São as siguentes:

-Hans Küng (1975 y 1980). Perdeu a sua catedra por questionar a infalibilidade papal e a doutrina sexual católica.

-Jacques Pohier (1979). O seu livro Cuando yo digo Dios continha "erros" que podiam gerar "nos fiéis incertezas" sobre a redenção, a ressurreição, a vida eterna, a Eucaristia.

-Edward Schillebeeckx (1980, 1984 y 1986). Partidário do celibato opcional, defende a necessidade de elaborar a vida de Jesus "desde a história".

-Leonardo Boff (1985). Teólogo da libertação, foi condenado por defender "opções que podem pôr em risco a fe cristã".

-Charles Curran (1986). Foi afastado do ensino por causa das suas ideas acerca da anti-concepção, o aborto e a homossexualidade.

-Tissa Balasuritya (1997). Excomungado por não aceitar o pecado original e a Imaculada Concepção de Maria.

-Anthony de Mello (1998). Teólogo indio que quis aproximar o cristianismo às religiões orientais.

-Reinhard Messner (2000). Defendeu a primazia da Bíblia sobre a tradição.

-Jacques Dupuis (2001). Jesuita, foi acusado de que as suas teses sobre o pluralismo religioso contêm "notaveis ambiguidades" e chegam a "opiniões perigosas".

-Marciano Vidal (2001). O redentorista espanhol justificou a homossexualidade, a masturbação, a contracepção, a fecundação artificial e "a liberalização jurídica do aborto".

-Roger Haight (2004). Foi sancionado por fazer afirmações contrárias à "divinidade de Jesus, à Trinidade, o valor salvífico da morte e da ressurreição de Jesus".

Fonte: El Pais

A QUIEN PUEDO AMAR - Don José um padre rokero

O Arcebispo de Toledo D. António Cañizares Llovera criou pela primeira vez em Espanha um secretariado de música para evangelizar, nomeando como responsável a D. José Ruiz Osuna (DonJose), sacerdote e paroco espanhol.

"Prego o Evangelho ao ritmo do rock"
"Utilizo a música para levar a luz de Cristo".
"As suas canções tem muito êxito entre os jovens".



Conheça este padre rokero.
Alguns excertos de jornais:
Acha legitimo utilizar todos os meios que estão ao nosso alcance para Evangelizar?

Sacramento da Caridade - Exortação Apostólica de Bento XVI sobre a Eucaristia

Afirma a centralidade da Eucaristia no ser e agir da Igreja, as consequências na vida sacerdotal, no matrimónio, nos legisladores. O Papa sugere que a Missa seja em latim, em celebrações internacionais

Neste Documento, Bento XVI explicita aspectos que podem “despertar na Igreja novo impulso e fervor eucarísticos”. Objectivo que se tinge desde que o “povo cristão aprofunde a relação entre o mistério eucarístico, a acção litúrgica e o novo culto espiritual que deriva da Eucaristia enquanto sacramento da caridade”: três partes deste documento, que o Papa escreve em sintonia com a primeira encíclica do seu Pontificado, “Deus é Amor”.

Mistério de fé

Ao longo da História da Igreja, o rito da Eucaristia conheceu diferentes desenvolvimentos: nas igrejas do oriente, que conservam memórias dos primeiros séculos da Igreja; nas reformas do Concílio de Trento; com Missal de São Pio V; e a renovação litúrgica proposta pelo II Concílio do Vaticano. Em todos os momentos, na diversidade de ritos, transparece sempre a multiforme riqueza da Eucaristia, “fonte e ápice da vida e missão” da Igreja.

Em “Sacramento da Caridade” surge como primeira grande certeza o facto de estarmos diante de um mistério de fé. “A Eucaristia é por excelência «um mistério da fé»”. “E a fé da Igreja é essencialmente uma fé eucarística e alimenta-se, de modo particular, à mesa da Eucaristia”(6). Nela “Jesus não dá ‘alguma coisa’, mas dá-Se a Si mesmo” (7), recordando-se essa doação, a novidade dessa Nova Aliança, em cada celebração (9). Ela é “constitutiva do ser e do agir da Igreja” (15).


Divorciados re-casados

A Eucaristia é o fim de um percurso de iniciação cristã. “Somos baptizados e crismados em ordem à Eucaristia”. Centro da vida sacramental, é também a razão de ser dos que recebem o sacramento da ordem. Neste documento, Bento XVI recorda a observação do celibato na tradição latina, que não se pode compreender em termos meramente “funcionais”. Ele constitui uma especial conformação ao estilo de vida do próprio Cristo”, como “sinal expressivo de dedicação total e exclusiva a Cristo, à Igreja e ao Reino de Deus”. Por isso, Bento XVI afirma o seu carácter obrigatório para a tradição latina.

Com o matrimónio, a Eucaristia “apresenta uma relação particular”. “A Eucaristia exprime a irreversibilidade do amor de Deus em Cristo pela sua Igreja”. E implica o mesmo carácter irreversível ao amor vivido em matrimónio. É por isso que a Eucaristia implica “aquela indissolubilidade a que todo o amor verdadeiro não pode deixar de anelar” (29).

Neste documento, o Papa recorNegritoda que “o Sínodo dos Bispos confirmou a prática da Igreja, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir aos sacramentos os divorciados re-casados, porque o seu estado e condição de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia” (29). Todavia, sugere-se que cultivem um “estilo de vida cristão”, para o qual a solicitude pastoral deve contribuir.

Nos casos em que podem surgir dúvidas sobre a “validade do Matrimónio”, “deve fazer-se tudo o que for necessário para verificar o fundamento das mesmas”. Para isso, pede aos Tribunais Eclesiásticos uma a “actividade correcta e pressurosa” (29).

Sacramentum caritatis - Bento XVI

Celebrar a Eucaristia
A segunda parte da Exortação (nn 34-69) ilustra o desenvolvimento da acção litúrgica na celebração, indicando os elementos que merecem um maior aprofundamento e oferecendo algumas sugestões pastorais de grande relevo. Põe em evidencia também a bondade da reforma litúrgica promovida pelo Concilio Vaticano II. Algumas dificuldades e abusos “não podem ofuscar a excelência e a validade da renovação litúrgica que contém riquezas ainda não plenamente exploradas".
Nesta segunda parte a Exortação reconhece que “a fonte da nossa fé e da liturgia eucarística é o mesmo acontecimento: a doação que Cristo fez de Si próprio no mistério pascal. Eis porque é necessário reconhecer com força que “a liturgia eucarística é essencialmente acção de Deus que nos envolve em Jesus por meio do espírito, o seu fundamento não está á mercê do nosso arbítrio e não pode suportar a chantagem das modas passageiras. A Igreja celebra o sacrifício eucarístico obedecendo ao mandato de Cristo, a partir da experiência do Ressuscitado e da efusão do Espírito Santo.”

Cristãos não católicos

Desejando a unidade com cristãos de outras Igrejas ou Comunidades eclesiais, o documento alerta para o perigo de usar a Eucaristia como “simples meio” para “alcançar a referida unidade” (56). Porque a Eucaristia manifesta a comunhão pessoal com Jesus Cristo e “implica também a plena comunhão com a Igreja”, “com dor mas não sem esperança, pedimos aos cristãos não católicos que compreendam e respeitem a nossa convicção, que assenta na Bíblia e na tradição: pensamos que a comunhão eucarística e a comunhão eclesial se interpretam tão intimamente que se torna geralmente impossível aos cristãos não católicos terem acesso a uma sem gozar a outra”.
E, neste sentido, a Exortação afirma que “ainda mais desprovida de sentido seria uma concelebração verdadeira e própria com ministros de Igreja e Comunidades eclesiais que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica”.

Dos media ao latim

O Documento valoriza a transmissão da Eucaristia pelos meios de comunicação social, que ampliaram o significado da palavra “participação”. No entanto, ela é válida para quem não se possa deslocar à igreja, nomeadamente idosos ou doentes. Os presos e os migrantes devem também merecer o empenho que lhes garanta a participação na Eucaristia, no caso dos migrantes de acordo com ritos próprios dos países de origem.
Nesta Exortação Apostólica, o Papa valoriza a celebração em latim. Pede mesmo que, nas celebrações que tenham um carácter internacional, “exceptuando as leituras, a homilia, e a oração dos fiéis, é bom que tais celebrações sejam em língua latina” (62). Bento XVI pede também que “sejam recitadas em latim as orações mais conhecidas da tradição da Igreja e, eventualmente, entoadas algumas partes em canto gregoriano”. Para isso, recomenda a formação necessária aos sacerdotes e também aos leigos.

Eucaristia na vida: repartir o pão.
Na terceira e última parte a Exortação Apostólica (nn 70-93) mostra a capacidade do mistério, acreditado e celebrado, de constituir o horizonte último e definitivo da existência cristã: “o mistério acreditado e celebrado possui em si mesmo um tal dinamismo, que faz dele princípio de vida nova em nós e forma da existência cristã”.
A Exortação Apostólica não hesita em afirmar que “a Eucaristia impele todo o que acredita n’Ele a fazer-se pão repartido para os outros, e consequentemente a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno.” E mais adiante afirma: “é através da realização concreta desta responsabilidade que a Eucaristia se torna na vida o que significa na celebração”.
Mais fortes ainda são as expressões de Bento XVI em relação ás situações de injustiça social, de violências e de guerras, de terrorismo, de corrupção e exploração e á indigência do homem. A Igreja que vive da Eucaristia, sobretudo através da responsabilidade dos seus fiéis leigos, não pode senão estar presente na historia e na sociedade a favor de cada homem, em particular de quem, por causa da injustiça e do egoísmo de tantos, sofre a indigência, a fome e situações endémicas de doença, porque não tem acesso aos recursos elementares no campo da alimentação e da saúde. Jesus, alimento de verdade - afirma a Exortação Apostólica – “leva-nos a denunciar as situações indignas do homem, nas quais se morre á mingua de alimento por causa da injustiça e da exploração e dá-nos nova força e coragem para trabalhar sem descanso na edificação da civilização do amor.

sábado, março 10, 2007

“Família sim, Casamento não?”

As respostas da sociedade a esta questão são, hoje, muitas e diferentes e têm por base mudanças de mentalidade e de formas de viver. É necessária uma readaptação contínua de cada um de nós. O individualismo e a procura de segurança sem compromisso são as marcas de uma cultura que rejeita cada vez mais frequentemente o casamento.

“A Igreja tem, por isso, que aprender a ser o resto”, a minoria, o fermento na massa. É importante conferir ao casamento a dimensão de uma missão a dois que se transforma num ideal de comunhão. Numa sociedade onde o entendimento que se faz do amor se liga á satisfação do eu e à ausência de qualquer tipo de sacrifício, é importante também educar para a afectividade e, sobretudo para a maturidade afectiva que nos impele a tomar decisões fundadas no amor.

Pe. Vasco Magalhães in Ecclesia

... O que espero do sacerdote (Michael Albus)

  • O primeiro que eu espero de um sacerdote é que me anuncie a Palavra de Deus e não a sua palavra. A condição para que isso aconteça é que ele conheça as escrituras e não lhe seja estranha a realidade da minha vida, da nossa vida.
  • Espero que o sacerdote seja modesto e viva com simplicidade; que saiba calar quando os outros falam e que tenha a palavra certa quando os outros se calam.
  • Espero que o sacerdote reze, que seja profundo e que me torne participante das suas profundidades quando eu corro o perigo de frequentemente ficar pela superficialidade da vida quoatidiana.
  • Espero que ele tenha tempo, hoje e amanhã, sem datas marcadas no calendário, porque acredito que a tarefa mais importante para o sacerdote é ter tempo para as pessoas, sempre que lhe perguntem: "tem tempo para mim?" É o tempo de Deus! O sacerdote é para mim a garantia do tempo que Deus tem para mim.
  • Espero que leia e se interrogue; há muitos que não se interrogam e por isso não podem dar também respostas.
  • Espero que o sacerdote me venha ver, que venha ver a nossa família, que não espere que os outros o vaiam ver a ele.

Espero muito do sacerdote, talvez demasiado!

sexta-feira, março 09, 2007

O que um leigo espera do sacerdote (Michael Albus)...

  • Muitos sacerdotes são meus amigos; outros constituem para mim um enigma, porque não sou capaz de saber e discernir porque é que foram sacerdotes. Poderiam ter sido directores de uma empresa, bancários, pequenos comerciantes... A mim não me compete emitir juizos, porque estou seguro que Deus vê o que eu não vejo. Mas tenho expectativas (porque tenho experiências). Conhecço sacerdotes que se vivem "uma vida boa": vinho, mulheres, eventos culturais (ou que se consideram como tais), têm móveis de luxo, compram automoveis de gama alta, vão aos melhores restaurantes...
  • Conheço sacerdotes que são puros tecnocratas do poder, não do poder espiritual, oh, oh, mas do poder administrativo, do poder organizativo. Quando os vejo, não consigo pensar que estão "ao serviço dos mais fracos e dos mais pobres". Estão ao serviço dos grandes senhores da política, da sociedade e da Igreja! Dá-me medo a sua frieza glacial.
  • Conheço sacerdotes, cujo ideal, se tem algum, é não serem identificados como tal. Querem permanecer no anonimato. Alguns fazem isto - tenho que admiti-lo - por razões que são compreensiveis: não querem continuar a ser "o senhor prior", o "senhor abade"; o "reverendissimo"... Mas às vezes fazem isto por terem medo de não estarem à altura das esperanças que nós depositamos neles quando os reconhecemos como sacerdotes.
  • Conheço sacerdotes que olham para os leigos como pessoas que não são tão "santas" como eles. Aos leigos utilizam-nos, de vez em quando, como figuras do tabuleiro de xadrez pastoral. Há clérigos que se servem de nós, os leigos, como se fossemos um "material" nas suas mãos. Algumas vezes assunstam-se quando lhes digo que não podem fazer o que eles querem, porque tenho familia.
  • Conheço também sacerdotes a quem posso dirigir-me quando tenho vontade de escutar umas palavras que me dizem com naturalidade e sem segundas intenções; quando quero que me escutem realmente e não estão constantemente a escutar-se a si próprios. São sacerdotes que não colocaram uma placa à porta da casa paroquial: "Horas de atendimento: das 11 às 12 e das 16-17. Rogamos que que venham neste horário, a não ser em casos de urgência".
  • Conheço sacerdotes que, no meio de uma sociedade opulenta e satisfeita, vivem com simplicidade; não se vestem como "maltrapilhos", mas também não vestem trajes de luxo ou gravatas caras. Não se envergonham de fazer as tarefas da casa nem vacilam quando é preciso cuidar das crianças de uma família....
  • Conheço sacerdotes que quando dizem "irmãos e irmãs" o dizem de verdade e são dignos de crédito, porque estão persuadidos do fundo do coração que são irmãos de todos! Mas vejo muitos outros que não estão imbuidos do espírito do Novo Testamento. Em muitas casas paroquiais observo uma vida demasiado burguesa e demasiadas barreiras e comodidades... A alguns desses senhores fazia-lhes muito bem passar uns quantos meses com alguns colegas num cidade pobre do terceiro mundo ou até nos bairros periféricos de algumas grandes cidades, sem agua corrente, sem todas as comodidades. Essa experiência bastaria... Não estou contando histórias, mas realidades!

quarta-feira, março 07, 2007

Superstição, ritualismo, religião, supermercados de sacramentos...

É certo que mesmo entre os chamados "cristãos praticantes", muitas vezes, há mais religião do que fé, mais superstição do que adesão, mais ritualismo do que conversão, mas o que me preocupa mais são os chamados "cristãos não praticantes"!

Aqueles que falam sempre contra, mas nunca aparecem, mesmo com as portas escancaradas.
Aqueles que fazem da Igreja um "supermercado de sacramentos", pois só aparecem para baptizar, casar, funeral...
Aqueles que vão a Fátima, colocam montes de velas, se arrastam de joelhos... e depois na comunidade.... zero compromisso, nunca aparecem, deixam sempre lugar vazio.

Penso que está aqui um grande desafio à Igreja. "Não temais, pequenino rebanho"!
Porque continua a Igreja a aceitar estes comportamentos?
Porque continua a Igreja a baptizar filhos de quem nada quer com a fé?
Só para termos estatísticas?
Porque se celebram missas de "corpo presente" por quem, em vida, nunca lá quis pôr os pés?
E depois... um cristianismo cheio de promessas, velinhas, procissões, discussões, mas vazio de COMPROMISSOS!

Em quantos cristãos podemos encontrar um cheirinho das pegadas de Cristo?

Um cardeal no seu labirinto

«As nossas catequeses já não fidelizam cristãos. Estão a cumprir ritos mas não fidelizam cristãos
A Igreja, mais do que derrotada, ficou triste com a decisão dos portugueses. Muitas vezes, porém, as vitórias avaliam-se, mais do que pela quantidade dos votos, pela justiça das causas. E continuamos convencidos de que a nossa é uma causa justa e recta, em termos de civilização.

«Na minha vida, já nada me perturba.»


Na verdade, o aborto faz parte de uma espécie de agenda internacional de temas ditos fracturantes. Esta questão vem retalhada de meias verdades. Uma mulher grávida não é uma doente. Passa a ser, se fez um aborto clandestino que lhe correu mal.

Não podemos colaborar com uma lei que consideramos injusta. Mas estaremos do lado de todas as salvaguardas que garantam ajuda à mulher que tenciona fazer um aborto. Até para propor alternativas. Segundo estudos recentes, 76% das mulheres que abortam preferiam não o fazer, se tivessem ajuda ou alternativa. E isto é um desafio tremendo para toda a sociedade. Os defensores do «sim» também disseram que eram contra o aborto. Agora, já há reacções de certos sectores do «sim», pós-referendo, a abandonar esse discurso, que incluía o aconselhamento às mulheres, para que evitassem abortar...

Excertos da entrevista à Revista Visão.

segunda-feira, março 05, 2007

Em menos de 3 anos, sairiam de Lisboa três bispos para dioceses. O último, D. Manuel Clemente. O patriarcado de Lisboa é um viveiro de bispos?

Ora, valha-te Deus! (Risos). Em Portugal, temos um sistema em que o mais normal é que o bispo auxiliar possa saltar para uma posição residencial. E como as dioceses que têm mais bispos são Lisboa e Porto, é normal que essas dioceses sejam o tal viveiro...

Entrevista do Cardeal à revista Visão.

Eu também digo valha-me Deus!

domingo, março 04, 2007

Arqueología ao sabor da "press release"

Não faz falta ser um “papista” nem um apologista cristão para rir-se – se não fosse triste- da seriedade com a qualidade de marketing com que está a ser apresentado o documental The Lost Tomb of Christ”.
Alan Cooperman cita hoje no The Washington Post oarqueólogo William G. Dever, considerado pelos seus colegas norte-americanos o decano nas escavações dos lugares bíblicos: “Não sou cristão. Não sou crente. É uma guerra em que não participo. O que penso é que é uma vergonha o exagero e manipulação com que se está a apresentar esta história”.
E acrecesnta: “É um truque publicitário que enriquecerá essa gente e ofenderá milhões de pessoas inocentes, que não têm os conhecimentos suficientes para separar os factos da ficção”.
Tenham vergonha...
Não entrem na jogada ...

Preferia não ter padre

Já é velha a de que os padres é que tiram a fé ou a outra, quase igual mas pior, de que os padres tiram a fé. Tão velha ou mais que a mãe da senhora que me indagou. Padre, a minha mãe já está velha e, quando morrer, não quer ir para a Capela Tal, a que temos neste momento como funerária. Ela antes quer ir para a Outra Tal. Eu já lhe disse que o senhor não devia querer, mas ela não desiste. Diz que não vai para a Tal de maneira nenhuma. Prefere não ir para lado nenhum. Prefere não ter padre. Fica em casa.

Respondi-lhe, com modos e a sorrir, tentando ajustar os desejos com a idade e com a situação. É obvio que eu não posso forçar ninguém a ir para a capela Tal, mas também não me podem obrigar a mim a assumir desejos sem os desejar ou a fazer o que não for oportuno. Não iria levantar-lhe o corpo. Qualquer um podia lembrar-se disto ou daquilo, inóspito ou não, e fazer exigências sem pedir ou sem medir! Não pus a hipótese. Apenas adiantei. Também não me repugna que ela fique em casa desde que esteja na Igreja à hora das exéquias. Padre, mas ela também disse que levá-la da Igreja para o cemitério, só uns metros, não era nada. De novo preferia não ter padre. Anui que não eram os metros ou quilómetros ou padres ou capelas que a iam salvar. E a resposta veio da boca da filha como sendo da mãe. Os padres é que tiram a fé às pessoas. Como se alguém nos conseguisse tirar tamanha coisa quando ela existe realmente! Há padres muito maus. Não sou eu que digo, mas a minha mãe, que insiste, insiste, insiste. E obriga-me a prometer que, se não for como ela quer, não vá padre.Ainda me contou que esta senhora tinha sido de missa diária, zeladora mor, ajudante de tudo, responsável de montes de coisas. Que arranjara muitas coisas para a Igreja. Que oferecera. Que pedira. E que não merecia o que alguns padres lhe tinham feito em tempos. Não se dirigia a mim. Graças a Deus. E assim, mesmo não sabendo o que acontecera, entendi o que os tais padres haviam feito.
Haviam-lhe tirado aquela fé. Aquela.

quinta-feira, março 01, 2007

O bom confessor é um bom penitente.

«O bom confessor é antes de tudo um bom penitente», pois «ninguém pode ser sinal da misericórdia divina se primeiro não experimentou em sua própria carne tal misericórdia»

Pe. Amedeo Cencini

D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu apela a que haja "consultórios" abertos

«Há necessidade de montar “consultórios” abertos, com liberdade na agenda, no coração e no relógio».
«As pessoas têm o direito de saber os horários de atendimento e de presença do seu pároco, em lugares acessíveis e disponíveis para a marcação de serviços, para um diálogo informal, para uma direcção espiritual, para a reconciliação fora dos dias e datas previstas e para outros eventuais contactos»

Túmulo de Jesus, «entre arqueologia inventada, publicidade e vendas».

A Faculdade de Ciências Bíblicas e Arqueológicas ofereceu este comentário depois de que James Cameron, o diretor do filme «Titanic», apresentou o documentário “The Lost Tomb of Jesus” (O túmulo perdido de Jesus), realizado em colaboração com Simcha Jacobovici.

O centro de pesquisa, após informar em um comunicado o parecer de todos os arqueólogos israelenses que se pronunciaram contra este suposto achado, conclui: «Esperamos com ansiedade saber quando acontecerá a venda das ‘preciosíssimas’ relíquias em que casa de leilão».